Brasília-DF,
16/DEZ/2018

Após cinco anos viajando pelo mundo, Vincent Moon inicia novo projeto

O cineasta francês é conhecido por uma série de curtas que dirigiu para o site La Blogothèque

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Juliana Figueiredo Publicação:28/08/2014 08:41Atualização:28/08/2014 08:50

Quando começou a estudar cinema, aos 18 anos, Mathieu Saura, 35, não conseguia entender aquelas pessoas na universidade falando sobre filmes grandiosos e coisas impossíveis de se fazer. Foi então que ele começou a se interessar por fotografia: ir para as ruas, sem nenhum dinheiro, e, simplesmente, criar encantou o rapaz. Depois de passar seis anos saindo todas as noites para assistir a shows em Paris, Saura percebeu que queria trabalhar com música ao vivo, e o cinema voltou a fazer parte de sua vida.

Vincent Moon — alcunha de Mathieu Saura — é um cineasta francês conhecido pelas Take away sessions, uma série de curtas que dirigiu para o site La Blogothèque, com apresentações ao vivo de algumas das bandas mais adoradas da atualidade: Phoenix, Yo La Tengo, Animal Collective, Arcade Fire e Bon Iver são algumas delas. Os vídeos de Moon são imediatamente reconhecíveis e influenciaram toda uma geração de diretores: os planos longos e dançantes, geralmente filmados em apenas um take em lugares inusitados e sem ensaio, chegam a um resultado orgânico e intimista, trazendo o espectador para dentro da cena.

Depois do sucesso das Take away sessions, Moon foi convidado para trabalhar em filmes maiores com bandas como R.E.M. e Mogwai. Desde 2008, o cineasta deixou Paris e o cenário musical indie alternativo para viajar o mundo e explorar novos sons. Nessas andanças, Moon veio parar no Brasil, onde decidiu ficar para começar um novo projeto com a companheira, Priscilla Telmon: o filme Híbridos. Em entrevista ao Correio, Vincent Moon fala sobre o seu trabalho, a produção artística atual e explica por que escolheu ficar no país.

Confira entrevista com Vincent Moon

Como surgiu o seu interesse por música e cinema?

Inicialmente, eu me interessei pela fotografia. Pela imagem e pela ideia de quadro fotográfico. Pelo que havia no interior da imagem e também no seu exterior. Pela representação visual do mundo que a fotografia permitia. E, depois de ler tudo o que poderia ter lido sobre a história da fotografia, e ter visto tudo o que poderia ter visto, comecei a me interessar cada vez mais pela música. Eu morava em Paris e ia a concertos de música toda noite. Depois de alguns anos, comecei a pensar em como representar a música visualmente de uma maneira diferente do que estava sendo feito, o mais longe possível dos videoclipes comerciais. A ideia era chegar a um equilíbrio entre a imagem fotográfica em movimento e a expressão musical.

Todo tipo de música te interessa?

Sim, cada vez mais. Eu penso que o conceito de gênero, tanto cinematográfico como musical e literário, faz mais mal do que bem. É uma simplificação, é uma maneira de pré-vender.

O que você acha da cultura brasileira? Há quanto tempo está aqui?

Eu adoro o Brasil. Viajei durante cinco anos pelo mundo inteiro e decidi ficar em um lugar, e este lugar é aqui. Isso diz tudo. Estou aqui há três meses. Pretendo ficar um ano. Estou com um novo projeto bem diferente, sobre o sagrado, sobre o sincretismo no Brasil, sobre as maneiras de viver com a espiritualidade hoje, especialmente nos grandes centros urbanos. Em entender como se dá essa relação dentro de uma grande cidade, por exemplo, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília. É uma relação com a cultura, com a natureza, totalmente diferente. É incrível. É uma revolução espiritual.

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