Brasília-DF,
18/JUN/2018

Em livro, Ezio Flávio Bazzo fala como os anões são "explorados moral e socialmente"

A obra "Inventário de cretinices" tem lançamento marcado para nesta quinta-feira (28/8), às 19h, no Senhoritas Café

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Nahima Maciel Publicação:28/08/2014 08:54Atualização:28/08/2014 09:30
Bazzo: 'Escrevo para tentar salvar-me neste mundo problemático e vil' (Edson Ges/D.A Press)
Bazzo: "Escrevo para tentar salvar-me neste mundo problemático e vil"

Foi durante uma temporada em Marselha, França, que o escritor Ezio Flávio Bazzo começou a conjecturar sobre a existência dos anões e a escrever Inventário de cretinices. Bazzo partiu das próprias angústias para o que ele diz ser a continuação de todos os livros que já escreveu e uma maneira de falar sobre um tema recorrente. A obra tem lançamento marcado para nesta quinta-feira (28/8), às 19h, no Senhoritas Café e é uma reflexão sobre o que Bazzo chama de “inferno”. “Os anões foram apenas um pretexto para o livro”, avisa o autor. “O mais surpreeendente e o mais incômodo durante este trabalho foi o registro (a confirmação) de como eles (os anões) são e sempre foram explorados moral e socialmente.”

É com o olhar de viajante que o autor gosta de observar o mundo ao redor. O terreno estranho e a solidão dos viajantes costuma ser uma combinação da qual o autor sempre sai com um punhado de linhas. Inventário de cretinices, porém, não tem nada de novo segundo Bazzo. Para ele, por mais que mudem os títulos, o livro publicado hoje é sempre uma continuação daquele editado ontem. “O escritor fica a vida inteira acorrentado e preso sempre às mesmas questões sociais ou existenciais, apesar de procurar camuflar de seus leitores essa mesmice e essa embromação”, avisa. “Escrevo apenas e sempre para tentar salvar-me neste mundo problemático e vil”, completa.

A falta de pretensão literária já rendeu a Bazzo 24 livros. Psicólogo de formação e terapeuta, ele conta que não obedeceu a nenhum método de pesquisa formal para produzir o livro e partiu apenas das próprias observações e reflexões. “Apesar do livro trazer uma bibliografia importante sobre o assunto, fui olhando o mundo e observando esses pequenos seres. Enfim, por que sempre tive um sentimento ambíguo pela “pequenez” humana”, diz.  Bazzo conta que não chegou aos anões por acaso. “Foram eles que me escolheram!”, garante.

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