Brasília-DF,
19/FEV/2018

Programação dos últimos dias do Cena Contemporânea traz diversidade cultural

Confira as peças que serão exibidas neste fim de semana

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Mariana Vieira Publicação:29/08/2014 06:05
O brasiliense Noctiluzes volta à cena, no Teatro Goldoni (Alexandre Magno/Divulgação)
O brasiliense Noctiluzes volta à cena, no Teatro Goldoni

Por que um texto de teatro se mantém clássico? A pergunta até pode ser difícil de responder, mas uma das pistas é a infinidade de adaptações e a inspiração que determinado texto pode causar séculos depois de ter sido escrito. Seis personagens à procura de um autor, do Nobel de literatura Luigi Pirandello (1867-1936), é um desses textos, remontado agora de forma livre em La función por hacer, da Cia. espanhola Kamikaze Producciones.

Em cartaz no teatro Sesc Garagem, a peça encerra a programação do Cena Contemporânea deste ano, sendo uma das atrações internacionais mais aguardadas. “É um privilégio poder vir ao Brasil não apenas para divulgar nosso trabalho, mas para estar em contato com os profissionais brasileiros”, ressalta Miguel del Arco, diretor da peça e um dos fundadores da companhia.

O espetáculo toca em temas como amor, sexo, ciúmes, loucura, sentimento de culpa, o cômico, a tragédia, o ser ou não ser. Um espaço vazio no qual os intérpretes e o público se encontram cara a cara com a verdade do teatro. “Eu acredito que o teatro deveria ser um diálogo permanente e esse diálogo é enriquecido quando é misturado com as mais diferentes formas de fazer”, completa.

Duas perguntas para Miguel del Arco

Alguns espetáculos estrangeiros optam por oferecer legendas em português. Não é o caso de vocês. Existe uma intenção nisto?

Nós confiamos na proximidade entre as duas línguas. Na primeira vez que La función por hacer foi apresentada em outro país, pensamos que talvez nosso trabalho não pudesse ser compreendido por quem não falasse castelhano. E comprovamos que não é o caso. Preferimos que o espectador siga os atores e não as legendas.

Você identifica alguma forte tendência no teatro contemporâneo?


Eu acho que, felizmente, não existe uma direção, uma vertente exclusiva. O teatro se instalou como uma experiência única, nestes tempos digitais, com uma rica diversidade de pontos de vista, modos de fazer e formatos. Assim deve ser, e, por isso, temos de trabalhar para mantê-lo.

Cena Contemporânea

Teatro Plínio Marcos (Complexo Cultural Funarte; 3322-2076)

Sexta, às 21h; e sábado, às 17h, Tomorrow. Direção: Matthew Lenton. Com Cia Vanishing Point (Grã-Bretanha). Resultado de um trabalho de cinco semanas o espetáculo explora o que é envelhecer e precisar de cuidados especiais. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Não recomendado para menores de 12 anos.

Teatro Goldoni (Casa D’Itália, 208/209 Sul; 3244-3333)

Sexta e sábado, às 19h (sessão extra, dia 30 de agosto, às 21h), Noctiluzes. Direção: Sérgio Sartório. Com Cia. Plágio de Teatro. Três desconhecidos se encontram em um píer durante a madrugada, todos com motivos secretos para estar no local. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Não recomendado para menores de 16 anos.

Centro Cultural Banco do Brasil
(SCES, Tc. 2, Cj. 22; 3108-7600)

Sexta e sábado, às 21h; e domingo, às 20h, Othelo. Direção: Gabriel Chame Buendía (Argentina). Com Hermán Franco, Julieta Carrera, Martín López e Matias Bassi. Adaptação do texto de William Shakespeare, o espetáculo questiona o que se entende por negro engano, traição, lealdade e vingança na Argentina. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Classifcação indicativa livre. Sábado, às 20h, A bicicleta do poeta. Direção: Rogerio Holsbach. Com Emmanuel Marinho (MS). Intervenção urbana com roteiro que parte da experiência de um inventor de palavras que decide construir uma bicicleta que possa voar. Entrada franca. Classificação indicativa livre. Domingo, às 17h, Fios de histórias. Direção: Miriam Vinna. Com Cirila Targhetta, Kael Studart, Kamala Ramers, Mário Luz e Mariza Vargas (DF). Um aventura com amor e fantasia inspirada na fábula Haroun e o mar de histórias, em contos de fadas e brincadeiras de criança. Cinco atores se revezam para dar vida a diversos personagens. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Classificação indicativa livre.

Teatro Sesc Garagem
(713/913 Sul, Bl. F; 3445-4401)

Sábado, às 21h; e domingo às 20h, La función por hacer. Direção: Miguel Del Arco. Com Cia Kamikaze (Espanha). Livre adaptação de Seis personagens a procura de um autor, de Luigi Pirandello, o espetáculo aborda temas como amor, sexo, ciúmes e loucura, entre outros. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Não recomendado para menores de 16 anos.

Praça do Museu Nacional Honestino Guimarães (Esplanada dos Ministérios)

Sábado, às 22h; domingo, às 17h30, A bicicleta do poeta. Direção: Rogerio Holsbach. Com Emmanuel Marinho (MS). Intervenção urbana com roteiro que parte da experiência de um inventor de palavras que decide construir uma bicicleta que possa voar. Entrada franca. Classificação indicativa livre. Domingo, às 18h30, Hipóteses para Shakespeare a céu aberto. Direção: Denis Camargo. Com Coletivo de artistas. Encontro pós-morte entre os personagens Romeu, Julieta, Hamlet e Ofélia, que revivem parte de suas tragédias e exigem um novo destino para suas vidas. Entrada franca.Não recomendado para menores de 14 anos.

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