Brasília-DF,
24/SET/2018

Androgyne, da companhia Taanteatro, propõe debate sobre a androgenia

A tecnologia tem presença forte na peça por meio de três telões que dialogam simultaneamente entre si

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Sara Campos - Especial para o Correio Publicação:05/09/2014 06:10
Espetáculo de dança da Cia. Taanteatro discute a androgenia
 (Silvia Machado/Divulgação)
Espetáculo de dança da Cia. Taanteatro discute a androgenia

As questões de gênero aliadas à estética da dança contemporânea são o mote do espetáculo AndrogyneSagração do fogo, da companhia Taanteatro. O título sinaliza a proposta de um debate sobre a androgenia utilizando como referência a personagem histórica Joana D’arc.

“Tocar nesse tema em um país como o nosso envolve o diálogo sobre tabus. Tem a ver com a manifestação ética de conviver com a diferença. O corpo não é apenas composto por masculino e feminino, mas também por elementos da natureza, como mar, sol e lua”, afirma Alda Maria Abreu, dançarina que interpreta um solo multimídia no espetáculo. A tecnologia tem presença forte em Androgyne por meio de três telões que dialogam simultaneamente entre si e com a coreografia, projetando imagens da natureza.

A temática da peça dirigida por Maura Baiocchi ultrapassa os palcos e chega ao público em um debate com Diego Azambuja, diretor e pesquisador de arte multimídia. “Com a era digital, nós passamos a ser muito mais do que partes de nossos corpos. Decidimos ir além da arte para dialogar sobre essa temática. Nada como utilizar a linguagem multimídia para questionarmos uma sociedade machista e institucionalizada”, defende Alda Maria.

Androgyne — Sagração do fogo

Teatro SESC Garagem (913 sul; 3445-4415). De hoje a domingo, às 20h30. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Não recomendado para menores de 12 anos.

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