Brasília-DF,
18/DEZ/2018

Companhia portuguesa cria versão cômica do clássico Édipo Rei

O grupo Chapitô, faz do complexado rei um sujeito cômico e desengonçado

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Rebeca Oliveira Publicação:12/09/2014 06:30

O trabalho corporal chama a atenção no espetáculo da Companhia do Chapitô (Filipe Dâmaso e Simão Anahory/Divulgação)
O trabalho corporal chama a atenção no espetáculo da Companhia do Chapitô

Três atores, nenhum objeto cenográfico e um desafio: transformar a tragédia grega Édipo Rei, escrita há quase dois mil anos por Sófocles, numa comédia escrachada.

Sentindo-se provocados pelo texto, os atores Jorge Cruz, Marta Cerqueira e Tiago Viegas, do grupo português Companhia do Chapitô, fazem do complexado rei (assassino do pai, Laio, e que fura os olhos após descobrir que a amante, Jocasta, na verdade é sua mãe) um sujeito cômico e desengonçado.

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“Procuramos uma figura mitológica para criar algo a partir dela. Era necessário riqueza e muitos detalhes naquilo que iríamos contar. O Édipo, de Sófocles, se encaixou bem nesta proposta. Esse mito tem personagens e tramas que prendem a atenção da plateia”, afirma Jorge Cruz.

Na direção artística, a Companhia conta com um nome que se destaca mundialmente pelo trabalho com mímica: John Mowat. Também ator, o londrino dirige o grupo desde 1992, em parceria com um de seus fundadores, o angolano José Carlos Garcia. Radicados em Portugal, os dois artistas colocam o corpo e a linguagem visual como cerne da montagem.

Construído em menos de dois meses, o espetáculo traz de volta a Companhia Chapitô à capital, onde já vieram em três ocasiões diferentes. “Brasília é um lugar especial para nós, nos marcou bastante, é muito diferente das outras cidades brasileiras. Ela foi construída do zero, como poucas no mundo, e tem um público que gosta de ir ao teatro”, pontua Jorge.

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