Brasília-DF,
17/JUN/2018

Humorista Sergio Mallandro conta sua trajetória no stand-up comedy Sem censura

Com duração de 80 minutos e direção do próprio humorista, o stand-up pretende arrancar boas risadas da plateia

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Sara Campos - Especial para o Correio Publicação:26/09/2014 07:10Atualização:26/09/2014 10:21

Mallandro: palco permite ao comediante ficar mais à vontade para improvisar
 (Marcello Terra/Divulgação)
Mallandro: palco permite ao comediante ficar mais à vontade para improvisar

Um dos ícones da cultura pop dos anos 1980 e 1990, Sérgio Mallandro apresenta sua irreverência neste fim de semana no Teatro dos Bancários com o stand-up comedy Sem censura. O texto escrito pelo humorista ressalta momentos marcantes da carreira desde a época em que foi descoberto pelo apresentador Silvio Santos, no Rio de Janeiro.


Com duração de 80 minutos e direção do próprio humorista, o stand-up pretende arrancar boas risadas da plateia. Desde 2010 trabalhando com o formato, Mallandro disse em entrevista ao Correio que se sente empolgado com a proximidade com o público. “Amo tevê, mas no teatro consigo mostrar mais o meu lado humorista e não fico tão limitado. Lá (na tevê) eu solto a franga, meu glu-glu. O melhor é poder improvisar e ouvir gargalhadas gostosas sem parar”, revela o humorista.


As passagens por emissoras como Globo e SBT, histórias de camarim e suas participações em filmes como Lua de cristal, com Xuxa, e O trapalhão na Arca de Noé, ao lado de Renato Aragão, servem de inspiração para relatos que nunca haviam sido contados nos palcos.

Perguntas // Sérgio Mallandro

 

- Sua trajetória serve de narrativa para o seu stand-up. Como é utilizar a própria história como assunto principal? Tem alguma história a qual você considera o ponto alto da sua carreira?
Rá, é verdade. Minha vida sempre foi um filme de comédia. Isso que faço no teatro já fazia em rodas de amigos. Sou um contador de histórias, mas uma delas eu destaco. Um dia, quando estava no camarim com o Silvio Santos, ele estava tomando uma sopa.  De repente, caiu a sopa na calça do Silvio e ele mandou eu ficar assoprando porque estava quente. Puxar a calça dele todo mundo puxa, mas assoprar, só eu. 

- Qual é a diferença entre fazer comédia na TV e no teatro?

Amo TV , mas no teatro consigo mostrar mais o meu lado humorista e não fico tão limitado como na TV. Lá eu solto a franga, meu glu glu. 

- O que mais te atrai no formato stand-up?

Poder improvisar e ouvir gargalhadas gostosas sem parar. 

- Em tantos anos de carreira, tem algo que você se arrepende de não ter realizado?

Olha, meu glu glu, acho que já fiz de tudo. Só nunca fiz novela e acho que seria legal ter essa experiência. 

- A geração que acompanhou sua consolidação na tevê está na casa dos 30 anos. É preciso se reinventar ou você acredita que é melhor manter o que te consagrou?
Manter o que me consagrou é sempre bom e me reinventar é fundamental. É cono reformar a aquela linda casa que sempre todo mundo gostou quando olhava, mas que estava abandonada. 

-Como foi o processo de construção do personagem Sérgio Mallandro?
Eu não sou um personagem. Eu sou um cara de criar bordões mesmo quando não era artista. A única
diferença é quando saio na rua eu tenho que estar sempre bem humorado. Criei uma intimidade com o meu público ao logo desses 30 e tantos anos de carreira. Quando por algum motivo não estou bem, eu não vou para a rua. O personagem não existe, o que existe é um cara bem humorado e de bem com a vida. Eu era estudante quando um caça-talentos me encontrou na praia de Ipanema e queria competidores para o programa Cidade contra Cidade, do Silvio Santos. Participei de uma gincana no programa representando o Rio de Janeiro. Aí foi onde tudo começou.

- Como você enxerga os programas de jurados atualmente?
Gosto muito, sou fã do The Voice. O Prêmio Multishow de Humor é totalmente diferente do Show de Calouros que eu participava. Lá a responsabilidade é maior. Por mais que eu brinque ali eu sei que lá está nascendo um humorista e que o candidato está realizando um sonho. Nos outros programas, era eu com meu jeitão de ser e não tinha responsabilidades.

- Você teve um romance com a Xuxa? Como é tocar nesse assunto em seus shows depois de tantos anos de parceria profissional?
A Xuxa é minha irmã. Amo ela e ela sempre vai morar no coração. 

- Além do Prêmio Multishow de Humor, tem outros planos para TV?
Estou com vários projetos novos. Um deles é o programa Pegadinha do Mallandro, que vai ter um formato diferente com monólogos, pegadinhas bem elaboradas e vai estrear em novembro. Vai ser muito bacana. Acho que o público vai gostar.

- Como é ser jurado de um programa em 2014? Há alguma diferença entre esse público e o público de anos atrás?

É tudo igual. Todos querem se divertir, dar risada e ver coisa boa.

- Se pudesse ser lembrado por uma frase, qual seria?
Vem meu amor , vem meu chuchu. Vem bem pertinho, vem fazer glu glu. 

- Como é fazer humor em 2014 em um época em que se prega o politicamente correto?
Acho que o humorista tem que ter o bom senso dele. Ele nunca pode ser censurado, mas cada um tem o seu próprio bom senso. Eu sei até que hora posso brincar com uma pessoa e interagir com a plateia. O humorista é que nem o cara que vai correr na Fórmula 1: tem que saber a hora de frear para não provocar um acidente. Não acho que existe o politicamente correto. Correto é o que minha consciência diz.

 

Sem censura
Stand-up comedy, com Sérgio Mallandro. Amanhã, às 20h e às 22h; e domingo, às 19h e às 21h, no Teatro dos Bancários (EQS 314/315). Ingressos: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia). Assinantes do Correio têm 60% de desconto. Não recomendado para menores de 14 anos. Informações: 3262 9090.

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