Brasília-DF,
21/JUL/2018

Peça questiona a sociedade contemporânea com as relações de poder

Assinada por Paulo de Moraes e Maurício Arruda Mendonça, "O dia em que Sam morreu" segue por três caminhos narrativos

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Mariana Vieira Publicação:03/10/2014 07:25
A peça está em cartaz nesta sexta, sábado e domingo no Teatro Funarte Plínio Marcos (João Gabriel Monteiro/Divulgação)
A peça está em cartaz nesta sexta, sábado e domingo no Teatro Funarte Plínio Marcos

Quase três décadas de sucessos compõem a história da Armazém Companhia de Teatro, que retorna a Brasília com o espetáculo O dia em que Sam morreu. “Acho que a ideia deste trabalho é ter uma pegada mais política, é o reflexo de um desconforto da sociedade contemporânea com as relações de poder”, contextualiza Paulo de Moraes, diretor que também assina o texto, ao lado de Maurício Arruda Mendonça.

Ambientada em um pronto-socorro , a peça segue por três caminhos narrativos. Alternando visões, o texto apresenta a história da morte de três personagens: Samuel, Samantha e Samir. “Mostramos essas três mortes dentro desse núcleo de poder que é um hospital”, diz Paulo. A escolha desse cenário se justifica pelo contraste com os temas discutidos. “O hospital tem essa aparência de limpeza, essa assepsia, e o que se discute é bastante podre”, avalia.

Além dos atores, está em cena o diretor musical Ricco Viana, executando ao vivo a trilha original do espetáculo, assim como já ocorreu em outros espetáculos da Armazém. “A música tem uma importância crescente no nosso trabalho”, destaca o diretor.

O dia em que Sam morreu

Com a Armazém Companhia de Teatro. Teatro Funarte Plínio Marcos (Via Eixo Monumental, Lote 2; telefone 3322-2076).Sexta e sábado, às 21h; domingo às 20h. Ingressos: R$ 20 ( inteira) e R$ 10 ( meia). Não recomendado para menores de 14 anos.Foto: A criatividade do diretor Paulo de Moraes está em cartaz na Funarte neste fim de semana, em O dia em que Sam morreu

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