Brasília-DF,
22/FEV/2018

Brasília recebe festival durante o fim de semana dedicado ao stand-up comedy

A cidade recebe o 1º Festival de Humor, com uma série de apresentações do gênero

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Sara Campos - Enviada Especial Publicação:03/10/2014 07:40Atualização:02/10/2014 13:12
Oscar Filho é atração do projeto no sábado
 (Luiza Dantas/Carta Z Notícias)
Oscar Filho é atração do projeto no sábado

Um banquinho, um microfone e um pedestal. Poderia ser letra de bossa nova, mas são os três elementos que emolduram o talento dos humoristas à frente de shows marcados pelo improviso e pelo dinamismo. É o stand-up comedy, gênero de humor que ganhou força nos Estados Unidos e vem conquistando espaço cativo no Brasil.

Seguindo a tendência das grandes capitais brasileiras, a cidade recebe neste fim de semana o 1º Festival de Humor de Brasília, com uma série de apresentações do gênero.

“Sempre frequentei festivais de stand-up e queria que os brasilienses tivessem essa oportunidade. Isso permite ao público aumentar as referências”, afirma Luíza Gnone, idealizadora do evento. As apresentações contam com textos autorais e duração de 20 minutos. “A ideia é que o público consiga conferir todas as apresentações”, ressalta.

Nomes do cenário nacional como Rafael Cortez e Oscar Filho, e artistas brasilienses, como Edson Duavy e TJ Fernandes, integram o circuito que invade a capital.

Três  perguntas  Rafael Cortez

Você vai abordar algum tema específico ou será só improviso?

Desta vez, estarei como mestre de cerimônias de uma noite de humor. Eu me apresento no intervalo entre um colega e outro. Quero mais é falar sobre o que eles mostrarão e mexer, de improviso, com cada um. Mas posso fazer trechos de alguns sets meus. Ou seja, é como no meu solo de humor: não tem regra.

Como você enxerga a expansão do stand-up comedy nas capitais brasileiras?

De modo positivo, é claro. Eu me beneficio muito disso. Mas vejo que a febre já passou. O segmento cômico se mantém forte, e sempre haverá público para ele. Mas a histeria foi em 2009, 2010, 2011. Por conta desse auê, muita gente começou a fazer stand-up. Tenho certeza de que meu solo não era bom em 2009 e 2010, mas hoje está bem legal. O público determina quem fica e quem deve sair de cena. E hoje só os bons se mantêm. Eu tenho a sorte e o esmero de ter me mantido entre eles.

Depois da expansão do gênero de stand-up no Brasil, quais são os desafios para os artistas que investem nesse tipo de show?

O desafio agora é aperfeiçoar o gênero. Estão se dando bem os que mostram que o stand-up permite aproximação com outras artes, como a mágica, a música, a interpretação. Solo pelo solo, ficarão fazendo só os monstros do gênero, os chamados intocáveis. Os comediantes precisam buscar a intersecção do stand-up com outros elementos artísticos bacanas. Penso muito nisso quando faço o meu projeto de piadas com músicas e banda: o MDB – Música Divertida Brasileira. Nele, eu e a banda Pedra Letícia só cantamos as músicas mais engraçadas da MPB. Um dia, ainda mostro esse trabalho ao público brasiliense.

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