Brasília-DF,
25/JUN/2018

Exposições em cartaz na cidade apresentam obras vanguardistas e clássicos

Três mostras têm aberturas marcadas para sábado e as outras já estão em cartaz e podem ser visitadas até janeiro

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Nahima Maciel Publicação:14/11/2014 06:35Atualização:13/11/2014 12:50
Obra dos irmãos Guimarães leva modernidade ao estilo do irlandês (Guimarães/Divulgação)
Obra dos irmãos Guimarães leva modernidade ao estilo do irlandês
Retratos expandidos no tempo, fábulas de La Fontaine ilustradas por um vanguardista, registros de um prostíbulo paulistano, devaneios sobre Samuel Beckett e autorretratos compõem o circuito de exposições disponíveis na cidade. Três mostras têm aberturas marcadas para sábado e as outras já estão em cartaz e podem ser visitadas até janeiro. Descubra o circuito de exposições disponíveis na cidade!

Beckett para todos

Adriano e Fernando Guimarães e Ismael Monticelli levaram para a Alfinete Galeria de Arte uma série de objetos inspirados nos textos Ping, de Samuel Beckett, e Em louvor da sombra, de Junichiro Tanizaki. No primeiro, Beckett escreveu 70 frases para se referir a uma única imagem que dura apenas um segundo.

No segundo, escrito em 1933, Tanizaki avalia a chegada do Japão à modernidade e, especialmente, os efeitos da luz elétrica para a sociedade. “É um texto muito atual, porque a gente está vivendo hoje as consequências da modernidade”, explica Adriano.

Os artistas reproduziram as frases de Beckett em 70 chapas de vidro e colocaram o livro de Tanizaki sob uma lâmpada incandescente que, aos poucos, queima as páginas.

“São trabalhos que têm uma característica enigmática, mais silenciosa, como uma resistência ao barulho excessivo da modernidade”, avisa Adriano.

Objetos de Adriano e Fernando
Guimarães e de Ismael Monticelli. Intervenção na fachada: Andréa Campos de Sá. Abertura sábado, às 17h, na Alfinete Galeria (CLN 116, Bloco B, Loja 61). Visitação até 20 de dezembro, de quarta a sábado, das 15h às 20h.

Fotografias proibidas

Foi por acaso que a paulistana Gisele Gomes entrou num prostíbulo no centro de São Paulo. Ela procurava uma livraria e acabou em um estabelecimento cercada de mulheres que trabalhavam como prostitutas durante o dia. Ao deixar o local, Gisele ficou intrigada com o fato de desconhecer o universo daquelas mulheres e decidiu retornar ao local para produzir uma série de retratos.

Depois de conquistar a confiança das personagens, ela passou a fotografá-las. Não usou máquina digital, apenas uma Hasselblad analógica com a qual registrava, em média, 16 retratos por dia. “Eu quis dar um recorte feminino, a visão de uma mulher para outra mulher. Quis encontrar uma ligação com o ser feminino longe da exploração e da vulgaridade que aquele mundo representa”, diz a fotógrafa, que mostra seus Interlúdios interditos na Casa da Luz Vermelha.

Interlúdios interditos
Mostra de fotografias de Gisele Gomes. Abertura SÁBADO, às 17h, na Casa da Luz Vermelha (Clube Asbac, SCES Trecho 2, Conjunto 31). Visitação até 1º de dezembro, de segunda a sexta, das 10h às 19h, e domingos, das 12h às 16h.

Fotografias proibidas

Foi por acaso que a paulistana Gisele Gomes entrou num prostíbulo no centro de São Paulo. Ela procurava uma livraria e acabou em um estabelecimento cercada de mulheres que trabalhavam como prostitutas durante o dia. Ao deixar o local, Gisele ficou intrigada com o fato de desconhecer o universo daquelas mulheres e decidiu retornar ao local para produzir uma série de retratos.

Depois de conquistar a confiança das personagens, ela passou a fotografá-las. Não usou máquina digital, apenas uma Hasselblad analógica com a qual registrava, em média, 16 retratos por dia. “Eu quis dar um recorte feminino, a visão de uma mulher para outra mulher. Quis encontrar uma ligação com o ser feminino longe da exploração e da vulgaridade que aquele mundo representa”, diz a fotógrafa, que mostra seus Interlúdios interditos na Casa da Luz Vermelha.

Interlúdios interditos
Mostra de fotografias de Gisele Gomes. Abertura sábado, às 17h, na Casa da Luz Vermelha (Clube Asbac, SCES Trecho 2, Conjunto 31). Visitação até 1º de dezembro, de segunda a sexta, das 10h às 19h, e domingos, das 12h às 16h.

A obra é o artista

Radicado em Berlim há mais de duas décadas, o paulistano Alex Flemming acredita que a obra de arte é o próprio artista; por isso, boa parte dos trabalhos expostos em Colagens & desenhos tem interferências que refletem a biografia do próprio autor.

Relógios, brincadeiras com logotipos e citações aleatórias que remetem à história da família. Tudo serve para Flemming imprimir uma ligação com a própria história.

“A arte é autorreferente. É referente à história da arte e é o retrato do próprio artista”, acredita o autor das 23 colagens.

Alex Flemming – desenhos e colagens
Obras de Alex Flemming. Visitação até 15 de janeiro, de terça a sexta, das 12h às 20h, e sábado e domingo, das 13h às 19h, na Galeria Almeida Prado (CLN 405 Bloco C Loja 45)

Retratos do tempo

Pedro Ivo Verçosa tem uma maneira diferente de encarar o retrato. Em vez de perseguir o momento decisivo para registrar o rosto do personagem, o artista prefere realizar centenas de cliques durante uma conversa informal para, depois, selecionar uma média de 30 imagens que serão impressas e sobrepostas em um único retrato.
Intervalos reúne 50 dessas composições, boa parte resultante das sobreposições, embora o artista também tenha incluído fotografias e serigrafias.

Intervalos
Retratos de Pedro Ivo Verçosa. Abertura sábado, às 19h, na Galeria de Arte Objeto Encontrado (CLN 102 Bloco B sala 56). Visitação até 29 de novembro, de segunda a sábado, das 12h às 23h.

Fábulas em água forte

Marc Chagall aprendeu a fazer gravura na Alemanha, mas foi em Paris que mais se dedicou à técnica. Marchand visionário, Ambroise Vollard encomendou ilustrações para fábulas de La Fontaine.

A leva que o Museu dos Correios apresenta em Marc Chagall: fábulas de La Fontaine foi impressa em 1952, está sendo exposta pela primeira vez no Brasil e pertence à fundação italiana Art Camù.  “A obra é inspirada na cultura da região de onde veio”, diz o curador Enock Sarmento.

Marc Chagall: fábulas de La Fontaine
100 gravuras de Marc Chagall. Visitação até 11 de janeiro, de terça a sexta, das 10h às 19h, e sábado e domingo, das 12h às 18h, no Museu dos Correios.

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