Brasília-DF,
19/JUN/2018

Vanilton Lakka questiona a interferência da imagem na realidade em peça

O espetáculo Sujeito corpóreo corpo midiático traz passos da dança contemporânea que vincule os movimentos às imagens

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Vanessa Aquino Publicação:30/01/2015 07:35
 Além da dança, o audiovisual tem papel importante no palco (Rayssa Coe/Divulgação)
Além da dança, o audiovisual tem papel importante no palco

Os amantes da dança em Brasília estão habituados a conferir os trabalhos de Vanilton Lakka, sempre presentes na cidade. O coreógrafo e performer mineiro é referência na construção de pontes entre dança contemporânea, linguagens multimídia e o universo urbano e agora traz à capital o espetáculo Sujeito corpóreo corpo midiático.

Lakka explica que a proposta é pensar um padrão de movimento ligado à dança contemporânea que vincule os movimentos às imagens. Desse modo, a coreografia é um mostruário de coleções, camadas corporais e negociações que geraram um corpo singular, moldado pelo tempo, pela sobrevivência e pela permanência.

A matéria-prima são os padrões corporais derivados da chegada do hip-hop ao Brasil e os resultados individuais alcançados após anos de negociações, conflitos e interações diversas. Em cena, o coreógrafo trabalha mais uma vez ao lado do ator, performer e DJ Fernando Prado, como no bem-sucedido espetáculo Interferência inacabada... preste atenção no ruído ao fundo. Desta vez, Fernando manipula uma câmera e trabalha com algumas imagens pré-gravadas, além das criadas em tempo real.

De acordo com o artista, a discussão do espetáculo está estruturada na interação e na interferência dos meios de comunicação sobre a realidade. Ele questiona se é possível ver o mundo atual sem as câmeras e até que ponto é possível perceber a realidade em um mundo mediado pela técnica e pela mídia.

Oficina

Durante sua passagem por Brasília, Vanilton Lakka ministrará uma oficina com a proposta de expor possibilidades de conexões entre técnicas de dança de rua e a utilização em trabalhos que apresentam princípios de dança contemporânea.  

O trabalho será dividido em duas linhas. A primeira trará técnicas e padrões de movimento provenientes de danças da cultura hip-hop, na perspectiva de um corpo híbrido e em diálogo com o universo técnico da dança contemporânea.

A segunda concentra-se na utilização de jogos e estruturas de composição, caracterizados por repetição, justaposição e simultaneidade, objetivando a discussão e a elaboração de estruturas coreográficas que dialoguem com tradições experimentais, presentes no histórico da arte contemporânea.

O workshop será neste sábado (30/1), das 14h às 17h, na própria Caixa Cultural. O ingresso custa 1kg de alimentos não perecíveis. Serão oferecidas 20 vagas.

Sujeito corpóreo corpo midiático
Teatro da Caixa (SBS Quadra 4 Lotes 3 e 4 – Edifício anexo à matriz da Caixa). Sexta e sábado, às 20h; domingo, às 19h. Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Classificação indicativa: 12 anos.

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