Brasília-DF,
15/AGO/2018

Ator Robson Nunes volta a viver Tim Maia no musical Ensaiando Tim

O espetáculo mistura de stand-up comedy e musical, neste fim de semana

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Rebeca Oliveira Publicação:06/03/2015 07:20Atualização:06/03/2015 18:27
Robson Nunes canta sucessos como Primavera e Não quero dinheiro, enquanto Luiz França lança mão de piadas improvisadas
 (Allison Valentim/Divulgação)
Robson Nunes canta sucessos como Primavera e Não quero dinheiro, enquanto Luiz França lança mão de piadas improvisadas

“O segredo do meu sucesso é o equilíbrio: metade das minhas músicas são esquenta-sovaco e a outra metade, mela-cueca.” A sentença, proferida por Tim Maia, é apenas uma coletada entre as muitas frases antológicas que demonstram a veia cômica e inspirada de um dos mais importantes cantores brasileiros.



Responsável pela interpretação de Tim quando adolescente na cinebiografia Tim Maia, de Mauro Lima, o ator Robson Nunes explora a faceta divertida do cantor no espetáculo Ensaiando Tim, mistura de stand-up comedy e musical que terá três apresentações em Brasília neste fim de semana.

Nunes canta versões de clássicos como Primavera e Não quero dinheiro e vem acompanhado do humorista Luiz França, com quem também divide os palcos na peça 3tosterona.

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“Eu me senti tocado por Tim quando me preparei para o personagem do longa-metragem. Ele é meu herói. Teve uma postura forte em vários aspectos da vida, passou por muita coisa, e, mesmo assim, virou aquele artista e showman incrível”, elogia o ator, comediante e, agora, cantor.

Duas perguntas Robson Nunes

Além de atuar, você dirige Ensaiando Tim. Que elemento novo trouxe a essa história que já foi contada na literatura, na tevê, no cinema, e em outro espetáculo musical?

Quando comecei o projeto, pediram para me vestir como ele e não subir ao palco de cara limpa e vestuário próprio como me apresento. Mas não era meu objetivo. O espetáculo de João Fonseca e o filme inspirado no livro de Nelson Motta apresentam questões incríveis. Mas são biografias, uma maneira de recontar a vida do síndico. A minha peça é sobre sensações. Há foco na minha relação com o Tim Maia e algumas curiosidades sobre o processo de me transformar nele para o cinema. Pouca gente sabe, mas tive que emagrecer em dado momento para fazer o papel, o que, de certa forma, isso foi bastante engraçado.

Não faltaram elogios para a sua caracterização como Tim. Ela continua presente na peça ou houve uma mudança de tom?

Absolutamente, houve mudanças. No espetáculo, sou o Robson Nunes cantando as músicas de Tim, e longe de mim tentar imitá-lo. Claro, brincamos com algumas manias dele, como pedir o retorno, e dizer “quem não dança segura a criança”, coisas que ele falava entre uma música e outra. Mas não há, nem de longe, uma caracterização tão boa quanto a de Lucila Robirosa, maquiadora argentina que trabalhou conosco para o longa e fez um trabalho fantástico.

Burburinho

Quando foi exibido na Rede Globo como uma minissérie em dois capítulos o filme Tim Maia deu o que falar. Robson Nunes comenta as polêmicas sobre o relacionamento entre o síndico e Roberto Carlos: “Quem viu o filme achou que a Globo estivesse preservando o Roberto e, talvez eles tenham feito isso, mas, no filme, era a visão de Tim. Quando fizerem a cinebiografia de Roberto, ele poderá mostrar o seu lado do relacionamento e da amizade que tiveram.”

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