Brasília-DF,
19/JUL/2019

Peça O campo de batalha coloca dois soldados inimigos frente a frente

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Diego Ponce de Leon Publicação:08/05/2015 07:31
O texto favorece os atores, que oferecem uma inspirada interpretação
 ( Dafne Capellla/Divulgação)
O texto favorece os atores, que oferecem uma inspirada interpretação

O mote do espetáculo não evoca ares de originalidade. Em uma situação de conflito, as duas partes envolvidas acabam por se aproximar e compreender as afinidades que ali residem.

Não há demérito algum, vale ressaltar, em buscar situações ou complexidades abordadas anteriormente. Principalmente, quando se lança nova luz sobre a temática.

O litígio em questão é travado literalmente em um campo de batalha. A Terceira Guerra Mundial coloca dois soldados inimigos frente a frente. Impossibilitados de aniquilar um ao outros, floresce uma necessidade de troca.

O texto de Aldri Anunciação, que divide a cena com Rodrigo dos Santos, prima pelo cuidado literário. Muito bem resolvidas, as palavras ora cômicas, ora dramáticas têm interpretação à altura, conduzidas por inspirada direção.

Perde-se, no entanto, a oportunidade de abordar temas íntimos, que eclodiriam sob a égide da guerra. O embate em cena permeia o superficial. Uma espécie de coito interrompido para quem busca profundidade. Os adeptos de algo mais raso sairão satisfeitos.

O campo de batalha

De Márcio Meirelles. Hoje e amanhã, às 21h. Domingo, às 20h. No Teatro I do CCBB (SCES, Trecho 2). Ingressos a R$10 (inteira). Não recomendado para menores de 16 anos.
Tags: celular

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