Brasília-DF,
13/DEZ/2018

Espetáculo Hora amarela é protagonizado pela atriz Deborah Evelyn

O roteiro da peça traz à tona debate sobre intolerância a partir da premissa do conflito

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Diego Ponce de Leon Publicação:22/05/2015 07:27

Texto do americano Adam Rapp alterna humor e abordagens densas
 ( André Wanderly/Divulgação)
Texto do americano Adam Rapp alterna humor e abordagens densas

Por conta de uma guerra que assola a humanidade, uma mulher (Deborah Evelyn) se encontra confinada naporão de um prédio. Passa meses ali, mas não perde a esperança de rever o marido desaparecido. Aos poucos, outros sobreviventes passam a ocupar o espaço e a provocar uma desconfortável convivência.

O espetáculo Hora amarela, que ocupa o Teatro I do CCBB (SCES, Trecho 2) a partir de hoje, provoca reflexões sobre tolerância, fanatismo religioso e preconceito, por meio do enredo protagonizado pela personagem de Deborah. Baseado em obra do norte-americano Adam Rapp, a peça fez bela temporada nos Estados Unidos, antes de receber tradução de Isabel Wilker, que também está em cena, e ganhar direção da experiente Monique Gardenberg.

Monique e Deborah não se encontravam nos palcos desde 2005, quando fizeram Baque. Outro reencontro foi o da diretora com o dramaturgo americano. Em 2011, Monique dirigiu O inverno da luz vermelha, também de Rapp, que costuma se debruçar sobre o tema da fuga, da busca por válvulas de escape, sempre alternando entre o humor e abordagens densas.

No decorrer do espetáculo, uma usuária de drogas, um professor e um fugitivo sírio, além de Ellen — a esposa refugiada — irão levantar um debate pertinente que nos ronda atualmente, sobre o respeito ao próximo e as dificuldades de aceitarmos aqueles que nos parecem diferentes.

Duas perguntas Deborah Evelyn

Qual é o grande diferencial do texto de Adam Rapp?


O texto do Adam Rapp é muito atual! Além disso, é universal, fala do ser humano de hoje, de seus medos, anseios, qualidades e defeitos. Todos se identificam de uma maneira ou de outra. Ele nos emociona e emociona a plateia.

O enredo não fica muito distante do espectador brasileiro?

Não, porque ele fala do ser humano, independentemente de ser brasileiro, americano, europeu, asiático, preto, branco ou amarelo. Nós todos somos essencialmente iguais e precisamos exatamente aprender a conviver, aceitar e admirar as diferenças que existem, entender que conviver com elas só nos enriquece.

Preste atenção!

Talvez você não o veja há mais de 10 anos, mas ainda deve se lembrar do personagem Laranjinha, que marcou o filme Cidade de Deus, ao lado do parceiro Acerola. Depois de alguns anos fora da mídia, o ator Darlan Cunha, que deu vida a Laranjinha, retomou as atividades. Em Hora amarela, ele aparece como um dos destaques do elenco. Olhares curiosos e nostálgicos o perseguem pelo palco.

Hora amarela

Direção de Monique Gardenberg. Texto de Adam Rapp. Com Deborah Evelyn, Isabel Wilker, Michel Bercovitch, Darlan Cunha, Daniel Infantini e Daniele do Rosario. No Teatro I do CCBB (SCES, Trecho 2). Até 21 de junho. Hoje e amanhã, às 21h. Domingo, às 20h. Ingressos a R$ 5 (meia-entrada). Não recomendado para menores de 14 anos.

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