Brasília-DF,
18/NOV/2018

Diogo Vilela e Sylvia Massari trazem para Brasília o musical Sim! Eu aceito!

A peça segue a veia cômica, sem esbarrar nos clichês da comédia tradicional

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Diego Ponce de Leon Publicação:03/07/2015 06:27
Atores brasileiros repetem no palco papéis defendidos por Robert Preston e Mary Martin, originalmente (Guga Melgar/CB/D.A Press)
Atores brasileiros repetem no palco papéis defendidos por Robert Preston e Mary Martin, originalmente


Pela primeira vez, o espetáculo Sim! Eu aceito! é encenado fora dos Estados Unidos. Sucesso da Broadway em 1966, o musical ganhou versão em português, com texto de Flávio Marinho e direção de Cláudio Figueira, e tem sido apresentado país afora com sucesso de público e de crítica. Muito possivelmente por conta da acertada escolha de protagonistas: Diogo Vilela e Sylvia Massari, que vivem o casal originalmente interpretado por Robert Preston e Mary Martin.

À época, as canções de Tom Jones, que conduzem o enredo, tornaram-se clássicas e o espetáculo levou uma multidão ao teatro, além de ter arrebatado oito prêmios Tony, o mais importante da indústria musical americana. No decorrer das quase duas horas de peça, os experientes Diogo e Sylvia retratam cinco décadas de casamento de Michael e Agnes. Tudo que permeia uma relação tradicional está lá: o encontro, o primeiro filho, as alegrias, as angústias.

Embora não se abstenha de algumas adversidades — como um caso extraconjugal —, a peça segue a veia cômica, sem esbarrar nos clichês da comédia tradicional. Pelo contrário, a irreverência e uma certa malícia dão o tom à narrativa. A interpretação de Diogo e Sylvia acaba favorecida pela química de palco entre os artistas. Anteriormente, eles já haviam trabalhado juntos em Cauby, Cauby e Gaiola das loucas. Embora o gênero musical possa soar prolixo para alguns, nada como ver a temática revigorada sob a tutela de dois consagrados e habilidosos intérpretes. Diogo e Sylvia nos contam (e cantam) as dores e os prazeres de envelhecer a dois.

Duas perguntas: Diogo Vilela
O musical aqui no Brasil, enquanto gênero, não está se desgastando, principalmente a partir de tantas versões da Broadway?
Eu acho que o teatro musical cresceu muito e foi ótimo para a produção do teatro de espetáculos no país. O público brasileiro é muito sonoro e adora musical. O que atrapalha é o nome Brodway porque, às vezes, tira a dimensão do rendimento do espetáculo. As pessoas vão com aquela ideia de ver um cenário grandioso. Mas Sim! Eu Aceito! é uma peça de atores e não de cantores, apesar de eu e a Sylvia cantarmos uma partitura requintadíssima tocada ao piano.

Qual é o grande diferencial de apostar no teatro, em vez de tevê e cinema?
Eu faço teatro há 40 anos. Ele é um referencial de, existência, no qual eu preciso me encontrar na minha profissão e continuar atuando. A tevê e o cinema são mais técnicos, mas, tendo o teatro como base fica muito mais fundamentado.

SERVIÇO
Sim! Eu aceito!
Direção de Cláudio Figueira. Com Diogo Vilela e Sylvia Massari. No Teatro Unip (913 Sul). Hoje e amanhã, às 21h. Domingo, às 20h. Ingressos entre R$ 50 e R$ 80 (inteira). Assinantes do Correio pagam meia. Não recomendado para menores de 10 anos.

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