Brasília-DF,
20/AGO/2018

Peça remonta tragédia grega por meio da linguagem clown

Clássica, a narrativa se centra em uma maldição sob a cidade de Tebas, governada por Édipo

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Rebeca Oliveira Publicação:04/09/2015 06:00
Tragédia de autor dramático grego é revisitada na linguagem clown (Thales Sabino/Estúdio Carbono)
Tragédia de autor dramático grego é revisitada na linguagem clown
Para muitos críticos, Édipo Rei, de Sófocles, é a tragédia das tragédias. De tão complexo, o texto serviu como inspiração para Sigmund Freud desenvolver os princípios da psicanálise. Em setembro, o ator, palhaço, diretor e produtor Denis Camargo apresenta uma visão particular do texto em Édipo Rei — O rei dos bobos
 
A narrativa se centra em uma maldição sob a cidade de Tebas, governada por Édipo. Ele assassina o próprio pai e acaba castigado por uma maldição: sem saber, casa-se com a mãe, Jocasta. A versão de Camargo se diferencia, a princípio, pela linguagem escolhida: a peça será um espetáculo de palhaços para adultos.
 
“Não é o palhaço tradicional. Inspirei-me em tipos quase xamânicos, primitivos, que conheci no Canadá, onde fiquei por um mês estudando com a clown Sue Morrison”, comenta Denis.
 
“Pesquiso o universo clown em ambientes pesados, como hospitais, e é quase que o mesmo território dentro da tragédia, nos palcos: estão todos entre a vida e a morte. Ao mesmo tempo, dentro daquele espaço em que se está sofrendo e sentindo dor, conseguimos mostrar momentos de comicidade. É um trabalho delicado, difícil”, elucida o artista.
  
SERVIÇO
Édipo Rei – O rei dos bobos 
No Parque Infantil Burle Marx (Parque da Cidade, Estacionamento 4). De hoje a domingo, às 20h. Entrada franca. Não recomendado para menores de 16 anos.

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