Brasília-DF,
18/JUN/2018

Exposição 'Prática comum segundo nosso jardim', chega à capital

Rodrigo Sassi apresenta esculturas, gravuras e matizes de xilogravura feitas a partir de madeira

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Nahima Maciel Publicação:05/02/2016 06:04Atualização:04/02/2016 16:06
Mostra está aberta para visitação até 27 de março, na Caixa Cultural (Reprodução/Divulgação)
Mostra está aberta para visitação até 27 de março, na Caixa Cultural


Rodrigo Sassi costuma usar restos de madeira de construção para produzir suas esculturas. Desse material derivam as peças apresentadas em Prática comum segundo nosso jardim, em cartaz na Caixa Cultural. O artista paulistano gosta de pensar que, quando a madeira chega ao ateliê, já percorreu um longo trajeto e vem carregada de história.
 
As formas curvas e orgânicas são uma constante nas esculturas, que agora servem também como matrizes de xilogravuras. Na exposição, Sassi mostra ainda as gravuras e as próprias matrizes realizadas com os mesmos restos de madeira que dão origem às esculturas.
 
Três perguntas Rodrigo Sassi

Como nascem suas esculturas e qual a importância de escolher um material que já foi usado e tem uma história?
Minhas esculturas nascem sempre de um projeto, no qual, na maior parte das vezes, a composição da obra é direcionada pelo espaço em que ela vai ser exposta. O material empregado é retirado de obras da construção civil. Essas madeiras seriam descartadas e são aplicadas em meu trabalho da mesma maneira que em suas utilizações anteriores: na construção de fôrmas de concreto armado.  Assim, além do material fazer parte de um contexto continuo, sua utilização agrega valores de relação direta com a cidade e sua construção e identidade.

A forma orgânica é importante para você? É intencional? Por quê?
Comecei a fazer o trabalho com intuito de criar um contraste entre o orgânico e às especificidades do material que utilizo. A ideia era curvar o concreto e a madeira com o objetivo de explorar uma tensão e, ao mesmo tempo, dar uma sensação de leveza para esse material tão rígido e pesado.
 
Como as esculturas migraram para as xilogravuras?
A ideia das gravuras é seguir o processo inverso da construção das esculturas, que surgem de materiais bidimensionais e se transformam em peças tridimensionais. Nesse segundo momento do trabalho, uso pequenos recortes de madeiras que sobram das esculturas para criar composições bidimensionais, que, posteriormente, são impressas sobre papel. O resultado das impressões se aproxima do trabalho de escultura tanto pelo material, quanto pela forma e marcas da madeira.

SERVIÇO

Prática comum segundo nosso jardim

Exposição de Rodrigo Sassi, na Caixa Cultural. Visitação até 27 de março, de terça a domingo, das 9h às 21h.



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