Brasília-DF,
21/OUT/2018

Carlos Elias e Fabiano Medeiros ensinam a essência das danças típicas do carnaval

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Publicação:05/02/2016 06:01

 (Júlio Cesar Lapagesse/ Ilustração )
 

Com passos que marcam a cultura carnavalesca, o samba e o frevo são os estilos mais ouvidos nesta época. Movimentos simples, mas ágeis, são algumas das características das danças, que precisam de fôlego e de disposição para serem executadas como retrato de folia.

“No carnaval de bloco, as pessoas pulam muito, mas o que eu gosto mesmo é de dançar. Por isso, acho bonitos os desfiles das escolas de samba, que são todos ensaiados e coreografados”, afirma o sambista, compositor e grande folião Carlos Elias, para quem a beleza do samba está nos passos benfeitos e na vontade de fazer festa com os pés.

Para Elias, só pular não basta, o movimento feito com precisão e delicadeza é o segredo da beleza e da popularização do samba. Como ensina o sambista, a fonte da dança está na pontinha dos pés, que se movimentam para todos lados levantando e abaixando o calcanhar. “Quando bate com a ponta da perna direita, a da esquerda já está no calcanhar; e assim se dança: uma perna vai pra frente e depois volta, sempre nas pontas dos pés e levantando o calcanhar”, ensina Elias.

Ainda segundo ele, também existem os movimentos mais ligeiros e os mais lentos. O samba de gafieira é marcado por passos mais rápidos, por exemplo, já o samba canção se deixa levar pela contagem de dois tempos.

No embalo do Galinho

O frevo é um ritmo brasileiro binário e secular ,e tem o primeiro registro em 9 de fevereiro de 1907, em um jornal de Recife, que convidava os foliões para um ensaio carnavalesco do estilo. Como parte da tradição e da cultura popular pernambucana, o ritmo é dividido em frevo canção, de rua e de bloco, podendo ser instrumental ou cantado.

Segundo o maestro da orquestra Marafreboi, Fabiano Medeiros, o frevo de rua tem três subdivisões: coqueiro, ventania e confronto; e a dança, que é marcada por movimentos ligeiros e animados.

Entre os passos do frevo, encontramos tesoura, parafuso, ponta de pé e calcanhar, tramela, rojão, carrossel e passando a sombrinha. Na tesoura, por exemplo, o dançarino, conhecido como passista, levanta a sombrinha para o alto e abaixa o corpo esticando uma perna e encolhendo a outra.

Tem mais samba

“Muitos elementos são caracterizados pelo movimento do quadril e os passos arrastados no chão”, segundo o professor de dança Victor Maia, com o tempo, o conhecido samba tradicional foi sofrendo outras influências e de movimentos básicos a características contemporâneas se dividiu em tradicional, moderno e de gafieira. “Como a gafieira se popularizou no Rio de Janeiro, tem movimentações com nomes culturais”. Segundo Victor, as movimentações mais tradicionais da dança chegam até a simular passes de bola e são apelidadas com nomes de jogadores. “Para ensinar a gafieira, trabalhamos a transferência de peso e depois as passagens de tempo: são três tempos e uma pausa, dois tempos juntinhos e um atrás”, explica.

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