Brasília-DF,
20/FEV/2018

Denise Fraga traz aos palcos da capital roteiro do alemão Bertolt Brecht

A peça 'Galileu Galilei' apresenta uma série de provocações sobre o senso de coletividade e capacidade de questionar

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Diego Ponce de Leon Publicação:29/04/2016 06:00

O espetáculo passou por 12 cidades e foi aplaudido por mais de 80 mil pessoas (João Caldas/Divulgação)
O espetáculo passou por 12 cidades e foi aplaudido por mais de 80 mil pessoas
 

Assim que esbarrou com Galileu Galilei, Denise Fraga foi tomada por algo maior e se viu impelida a defender aquelas palavras no palco. E o público voltou a recebê-la de braços abertos. Depois de se apresentar em 12 cidades e encarar uma temporada de 7 meses em São Paulo, a artista traz o espetáculo do dramaturgo alemão Bertolt Brecht a Brasília.

 

A relação como Brecht é antiga e producente. Quando montou, no passado, A alma boa de Setsuan, também teve a chance de rodar o país e acabou aclamada por plateia e crítica. Jornada similar à atual, na qual ela volta a levar um texto de Brecht ao grande público, contrariando a lenda de que clássicos não podem ser populares.


Em Galileu Galilei, Denise Fraga personifica o físico e astrônomo italiano que se viu obrigado e enfrentar a doutrina religiosa da época. Brecht aproveita o enredo para trazer à tona uma série de provocações relacionadas ao nosso senso de coletividade e a nossa (in)capacidade de questionar o poder econômico vigente. Uma porrada no individualismo impregnado nos dias atuais.

Duas perguntas Denise Fraga

Você nunca deixa de se apresentar em Brasília...


Pois é. A última vez que estive aí foi no fim de 2014, com Chorinho. Mas também levei Sem pensar e Alma boa de Setsuan. Todos os meus últimos trabalhos passaram por Brasília. O Sem pensar fiz no Teatro Nacional. Está em reforma ainda? Uma loucura... Justo aí. Torço pela reabertura.

 

Gosta do espectador brasiliense?
Você sabe que fiquei impressionada na primeira vez que fui? Essa história de ser sede do governo rouba a atenção, né?! Brasília é tão maior que isso. Um público que tem o “decodificador poético”, como dizemos. Uma plateia que reage às metáforas, às ironias. Um belo público.

SERVIÇO


Galileu Galilei
De Bertolt Brecht. Direção de Cibele Forjaz. No Teatro Unip (913 Sul). Hoje e amanhã, às 21h; domingo, às 19h. Ingressos a R$ 35 (meia). Assinantes do Correio pagam meia. Não recomendado para menores de 12 anos.

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