Brasília-DF,
11/DEZ/2018

Combate medieval tem sido opção para quem gosta de se exercitar

Não há limites de idade para o esporte que tem conquistado muitos escudeiros

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Publicação:01/07/2016 06:09Atualização:01/07/2016 17:26

 (Arquivo Pessoal/Divulgação)

 

Se você já sonhou em ser um cavaleiro medieval, saiba que é possível realizar essa fantasia aqui mesmo, em Brasília. A capital tem duas escolas de cavalaria para treinar pequenos escudeiros e transformá-los em verdadeiros homens ou damas de armas.

 

O combate medieval no Brasil ainda é uma modalidade nova, vista por muitos como hobby. Ele foi registrado como arte marcial recentemente, mas seu número de adeptos cresce a cada dia. A Sociedade de Combate Histórico, Estudo Renascentista & Medieval em Armas (Schema) é um dos lugares onde é possível praticar artes marciais medievais. Ela é “regida” pelo “capitão” Guiarony Moreira.

 

“Além de mexer o corpo todo, a atividade trabalha a tomada de decisões. É uma união entre o corpo, um xadrez físico”, explica. Moreira já foi praticante de kendo (a esgrima japonesa) dos 15 aos 18 anos, quando descobriu o combate medieval. “Meninos gostam de luta. Descobri essa arte marcial por acidente, pesquisando”, conta.

 

Não há uma idade limite para praticar a atividade. “Temos alunos de 40 anos. Todos são bem-vindos para aprender e se divertir”, convida Moreira. A idade recomendada para começar é a partir dos 6 anos. A turma infantil utiliza um equipamento diferente, sintético. A partir dos 15 anos, o aspirante a escudeiro já pode utilizar os equipamentos originais.

 

Seguindo a tradição medieval, os praticantes competem em torneios —  geralmente em festivais ou eventos temáticos. No Brasil até o momento, houve dois: o Anno Domini, em Minas Gerais, e o Excalibur, que reuniu 16 competidores em Brasília.

Conduta

A outra escola para amantes da Idade Média em Brasília é a Sociedade de Arte, Cultura e Recriação Armada (Sacra), fundada em 2014. Lá, os amantes desse período histórico aprendem, não apenas a dominar uma espada, mas os códigos de conduta de um cavaleiro e a arquearia. Para entrar na Sacra, a idade mínima é 10 anos para a modalidade soft e 15 anos para a modalidade normal.

 

Filipe, o diretor da instituição, conta que sempre teve paixão pelo universo medieval. “Mas os filmes, livros, jogos não foram o suficiente. Eu me aprofundei na Recriação Histórica há mais de 8 anos. No início, mal sabia da existência desse esporte”, revela.

 

Na opinião dele, também não há quem não possa praticar e se divertir com essa arte marcial. “As aulas são abertas a todos, basta ter paixão pelo assunto. Acho interessante a diversidade de públicos que nosso grupo agrega”, comenta Filipe.

 

Além da Rosa de Ferro, a Sacra realiza outros projetos focados na recriação histórica, como o ateliê medieval Royal Ateliê, de onde saem os equipamentos usados pelos alunos. “A equipe por trás de cada cavaleiro é imensa. Temos ferreiros, costureiras, tratadores de cavalos, e  outras pessoas que tornam a própria atividade de colocar um cavaleiro na arena divertida”, completa

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