Brasília-DF,
14/DEZ/2017

Espetáculo 'Histórias compartilhadas' debate sobre corpo e identidade de gênero

O enredo foi construído a partir de relatos de pessoas que se descobriram aprisionadas em corpos que não reconheciam

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Diego Ponce de Leon Publicação:22/07/2016 06:09Atualização:21/07/2016 18:17

A sede cearense da Ordem dos Advogados do Brasil soltou nota de repúdio contra a obra (Arquivo pessoal/Divulgação)
A sede cearense da Ordem dos Advogados do Brasil soltou nota de repúdio contra a obra
 

Depois de controversa temporada em Fortaleza e no Rio de Janeiro, Histórias compartilhadas aparece em Brasília focado em debater o corpo e a identidade de gênero. A polêmica não gira necessariamente em torno do tema, mas surge na dramaturgia.

Em determinada cena, por exemplo, o ator Ari Areia tira sangue do próprio corpo e derrama sobre a imagem de Cristo, uma provocação entre o universo da transexualidade e a resistência religiosa. Enquanto alguns louvaram a coragem da peça, outros se sentiram ofendidos, com direito a nota de repúdio da Assembleia Legislativa do Ceará.

O enredo se constrói a partir de relatos de pessoas que se descobriram aprisionadas em corpos que não reconheciam. A encenação nos faz pensar sobre imposições de masculinidade da sociedade heteronormativa.

Um trabalho para questionar os dogmas retrógrados que nos pautam. São iniciativas assim que nos fazem refletir. Mesmo que a gente precise, eventualmente, encarar nossas ignorâncias.

SERVIÇO

Histórias compartilhadas – Ou dos corpos que não se bastam
Direção de Eduardo Bruno. Com Ari Areia. No Anfiteatro 17 do Instituto Central de Ciências (ICC Norte – UnB). Hoje, às 20h. Entrada franca. Não recomendado para menores de 18 anos.

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