Brasília-DF,
19/JUL/2018

Raimundos, Projota e MC Mayara se apresentam na Calourada

Os artistas são as principais atrações do evento

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Rebeca Oliveira Publicação:30/09/2016 06:45Atualização:29/09/2016 17:25

Projota é principal atração da Calourada UnB, que mistura hip hop, rock e funk a ambientação circense (Reprodução da Internet)
Projota é principal atração da Calourada UnB, que mistura hip hop, rock e funk a ambientação circense

Diversidade é a palavra que melhor define o line-up da Calourada UnB 2016, batizada de “A maior de todos os tempos” pelos organizadores. A banda brasiliense Raimundos, o rapper paulista Projota e a paranaense MC Mayara são as principais atrações do evento, que tem como principal pilar a Chama da diversidade, campanha em que evocam o respeito ao próximo e o fim do preconceito.

 

Com parcerias de sucesso —que vão de Anitta a Thiaguinho — e reconhecimento do mercado, o rapper Projota chega à cidade depois de uma apresentação histórica no encerramento das Paraolimpíadas do Rio de Janeiro. Hoje ela só quer paz, O homem que não tinha nada e Força, foco e fé são faixas indispensáveis no repertório do show. A banda Raimundos esquenta a noite com os sucessos da “velha guarda” Eu quero ver o oco, A mais pedida e Mulher de fases, e também canções da nova fase, marcada pelo lançamento do disco de inéditas Cantigas de roda.

 

Três Perguntas//Projota

 

Você se apresentou na Calourada há quatro anos, no início da carreira. Como se sente ao voltar como headliner do evento?

Visito Brasília há vários anos, desde as primeiras viagens da carreira em casas de shows pequenas. Quando participei da Calourada, fui com o Emicida e o Rashid, no projeto Os três temores. Naquela época, tivemos que unir forçar para sermos nomes fortes. Hoje podemos ir sozinhos e dar conta do recado. É importante voltar no mesmo evento, anos depois, como headliner. Tenho essa alegria na carreira de, até hoje, manter a sensação de que é só o começo, de que preciso aumentar meu horizonte.

 

Se sente responsável pela boa fase que vive o hip hop, com aceitação em massa e menos preconceito em relação ao gênero musical?

As pessoas que compõem a cena do hip hop são bastante unidas. Tenho uma ligação muito forte com muita gente, não só os MCs mas o hitmakers, como o Fióti, que passou de empresário para cantor. Essa relação é importante, sentimos o elo dessa corrente cultural. Assim como Emicida e Criolo foram os primeiros dessa nova geração, que bomba desde 2010, as portas que abro ficam abertas para outros artistas.

 

Que marca tenta imprimir no seu som?

Sou visceral nas músicas. Falo de mim, das minhas vivências, seja na letra mais revoltada, seja na mais romântica. Coloco as minhas experiências e neuroses. Algumas são quase como ir ao psicólogo, coloco para fora no sentido mais puro da poesia. Exteriorizo o que sinto e penso. Sou feliz porque muita gente se identifica com minha forma de expor, e é daí que vem meu sucesso.

 

SERVIÇO  

 

Calourada UnB 2016 — A maior de todos os tempos

Amanhã, às 22h, no Centro Comunitário Athos Bulcão (Campus Universitário Darcy Ribeiro,UnB, Asa Norte; informações 8101-9895, 8119-7399 e 8173-4844). Ingressos a R$ 25 (alunos) e R$ 40 (não-alunos). Não recomendado para menores de 18 anos.

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