Brasília-DF,
18/JUL/2018

Espetáculo 'Síndrome de chimpanzé' é destaque deste fim de semana

'Síndrome de chimpanzé' usa a tradição de ficção científica para tratar de temas como medo, esperança e as obsessões humanas

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Alexandre de Paula- Especial para o Correio Publicação:21/10/2016 06:07Atualização:21/10/2016 09:36

As cenas do espetáculo bebem na fonte de filmes, como Solaris e Barbarella (Felipe Lima/Divulgação)
As cenas do espetáculo bebem na fonte de filmes, como Solaris e Barbarella


Do espaço, três astronautas russos veem uma catástrofe global exterminar a humanidade. Tudo que restou do planeta Terra foram um computador, algumas plantas, um peixe e um gato. Todo o resto virou pó.

 

Os viajantes, únicos sobreviventes humanos, precisam a aprender a lidar com o novo cotidiano e a escassez de recursos, enquanto delírios e acidentes tornam tudo mais difícil.

 

O enredo, que poderia ter saído de filmes de ficção científica, é a base para a peça Síndrome de chimpanzé, da companhia Foguetes Maravilha, em cartaz até 30 de outubro, na Caixa Cultural.

 

A semelhança com o cinema não é à toa. Clássicos da sétima arte, como Solaris, A última esperança da Terra, Barbarella, 2001: Uma odisseia no espaço e Planeta dos macacos, foram inspiração para o texto e aparecem em referências durante todo o espetáculo. A peça usa a tradição da ficção científica para revelar aspectos humanos, como os medos, a dor, as obsessões e a esperança.

 

Um pretexto para tratar de temas mais próximos, a aventura espacial também abre espaço, no espetáculo, para outras interpretações e a distopia pode ser interpretada como uma representação de relações afetivas e busca pela própria identidade.

 

No palco, os atores Felipe Rocha, Renato Linhares e Stella Rabello interpretam os astronautas sobreviventes, últimos exemplares da espécie humana. O espetáculo tem texto e direção de Alex Cassal, que recentemente dirigiu o poeta Chacal na peça Uma história à margem.

 

Síndrome de chimpanzé dá prosseguimento ao projeto da companhia de mesclar pesquisa, linguagem teatral e temas contemporâneos. A ideia da companhia é conseguir um diálogo direto com o público e provocar, ao mesmo tempo, reflexões. Em a Síndrome de chimpanzé, o espectador pode escolher entre os vários caminhos que a história pode ter.

SERVIÇO
Síndrome de chimpanzé
Grupo Foguetes Maravilha. Na Caixa Cultural Brasília – Teatro da Caixa (SBS Q.4 lts 3/4). De hoje a 30 de outubro. Sexta-feira e sábado, às 20h; domingo, às 19h. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Não recomendado para menores de 16 anos.

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