Brasília-DF,
19/AGO/2017

O conceito de realidade é posto em xeque em 'Tudo que há flora', em cartaz no CCBB

O premiado espetáculo da Nossa! Cia. de Atores chega à Brasília

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Rebeca Oliveira Publicação:13/01/2017 06:20Atualização:12/01/2017 14:55
Espetáculo 'Tudo que há flora' abre temporada teatral do CCBB Brasília (PH Costa Blanca/Divulgação)
Espetáculo 'Tudo que há flora' abre temporada teatral do CCBB Brasília

A ideia do acesso em tempo integral à internet e às mídias sociais oferece a possibilidade de sermos muitos em um só. Nos dias atuais, criam-se diferentes camadas de realidades sobre o mesmo indivíduo, e a verdade sobre quem somos, na essência, se aproxima de uma ilusão. Essa é uma das possibilidades de leitura de Tudo que há Flora, premiado espetáculo da companhia carioca Nossa! Cia. de Atores.
 
“Isso é interessante por um lado e perigoso por outro. Pode trazer uma atrofia afetiva nas pessoas”, acredita o diretor Daniel Herz, da Companhia Atores de Laura, parceiro da Nossa! Cia de Atores na peça embasada pelo teatro do absurdo.
 
O enredo parte da rotina de um casal. A mulher, Flora, costuma cumprir um ritual enquanto espera a chegada do marido, Armando, que sempre lhe faz companhia para almoçar. Um acontecimento não planejado a coloca diante de conflitos internos. O texto inédito é de Luiza Prado, roteirista de duas temporadas do humorístico Vai que cola.
 
Há humor, mas também há angústia, sentimento pelo qual o diretor é fascinado. “Faz-se uma reflexão sobre a fragilidade da nossa sanidade. Como esse animal lúcido que somos, da nossa finitude, produzimos uma angústia muito radical sobre essa lucidez”, afirma.

Amizade

Além da tônica da narrativa, a motivação de Daniel Herz  é a amizade com Leila Savary, Lucas Drummond e Thiago Marinho, fundadores da Nossa! Cia de Teatro, ex-alunos do curso de teatro que ele leciona há 25 anos na Casa Laura Alvim, no Rio de Janeiro.
 
“Sempre falo que a única possibilidade na carreira de um ator é ter os próprios projetos. Não ficar à mercê de alguém querer trabalhar com você. Essa ideia de estar sempre esperando um convite é quase um pesadelo. Defendo, com veemência, que não adianta querer ser ator, tem que ser artista”, afirma.

SERVIÇO
Tudo que há flora
De hoje a domingo, às 20h, no Centro Cultural Banco do Brasil (SCES, Tc. 2; 3108-7600). Até 5 de fevereiro. Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), à venda na bilheteria de quarta a segunda, das 9h às 21h. Não recomendado para menores de 12 anos.



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