Brasília-DF,
21/OUT/2017

Espetáculo Riso Nervoso chega a cidade nesta sexta-feira

Marianna Armellini, Renata Augusto, Sheila Friedhofer e Lívia Camargo estão à frente da apresentação que promete riso e reflexão

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Rebeca Oliveira Publicação:04/08/2017 06:04Atualização:03/08/2017 18:22
Marianna Armellini, Renata Augusto, Sheila Friedhofer e Lívia Camargo estarão em Riso Nervoso (Evelyn Castilho/Divulgação)
Marianna Armellini, Renata Augusto, Sheila Friedhofer e Lívia Camargo estarão em Riso Nervoso


Depois de uma década em cartaz com a peça As Olívias Palitam, o quarteto formado por Marianna Armellini, Renata Augusto, Sheila Friedhofer e Lívia Camargo expande o universo de atuação em Riso nervoso. Em vez de humor feminino e nonsense, dá vazão a histórias pessoais sobre neuroses modernas.
 
Outra novidade é que as quatro intérpretes ganharam um companheiro de cena: Victor Bittow, que as dirigiu durante todo o tempo em que As Olívias Palitam rodou o país. “O primeiro espetáculo continha mais esquetes cômicos curtos. Este, por outro lado, tem histórias maiores e uma dramaturgia um pouco mais elaborada em termos de tempo”, adianta a atriz Marianna Armellini.
 
O grupo divide a apresentação de pouco mais de uma hora de duração em cinco grandes histórias. No total, foram criados 50 personagens diferentes que giram entre os protagonistas. Uma mulher avessa à tecnologia que fica viciada nas redes sociais e um homem incomodado com as comparações constantes entre ele e um amigo de infância bem-sucedido são alguns dos dilemas que vêm à tona. A direção é de Michelle Ferreira. “Todos fomos da mesma sala na Escola de Arte Dramática da USP (EAD). Lembro que participamos de uma palestra e nos disseram para nunca perder os colegas de vista, são as melhores pessoas para se trabalhar. Nunca a perdemos de vista e sempre nos mantivemos antenados ao que ela fazia”, explica.

Duas perguntas // Marianna Armellini

 
Rir dos próprios problemas pode ser uma forma de solucioná-los?
 
Rir de si mesmo é uma forma de o ser humano se enxergar. O teatro tem muito essa função. Estou fazendo um curso incrível sobre Grécia Antiga, onde se dizia que o teatro era uma forma de cura. Eles assistiam a comédias, ou tragédias para se curar. É uma catarse coletiva, e a comédia ainda mais. Tentamos nos manter plenos, cheios de verdades, mas, quando rimos de nós mesmos, ficamos mais vulneráveis, mais humanos, mais passíveis de mudança.


Ter um homem em cena muda a dinâmica do grupo?

 

Não, porque ele já estava inteirado em tudo. Fazíamos absolutamente tudo juntos. Ele não era uma figura afastada e que veio para nos dirigir. Pelo contrário. O fato de ter um homem era algo que nos faltava, por isso até fomos para a web e a tevê. Algumas cenas que precisam dessa figura. É uma peça sobre neuroses e que podem acontecer com qualquer pessoa.

SERVIÇO
Riso nervoso
Teatro da Caixa (SBS, Qd. 4, Lts. ¾; 3206-6456). Nesta sexta-feira (4/8) e sábado (5/8), às 20h; e domingo, às 19h. Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Não recomendado para menores de 12 anos.

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