Brasília-DF,
14/NOV/2018

Roger Waters chega a Brasília com show politizado após passagem pelo Sudeste

Roger Waters faz show único no estádio Mané Garrincha com promessa de muito som e polêmicas

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Leonardo Meireles Publicação:12/10/2018 06:00Atualização:11/10/2018 19:12
A maior parte das músicas apresentadas por Waters é da época em que ele liderava o Pink Floyd (MRossi/Divulgacao)
A maior parte das músicas apresentadas por Waters é da época em que ele liderava o Pink Floyd


Com recém-feitos 75 anos, Roger Waters há muito tempo deixou de lado o freio para dar declarações polêmicas. Xinga o presidente norte-americano Donald Trump durante shows e entrevistas, pede abertamente para que artistas não se apresentem em Israel (por conta da política de retaliação do país contra palestinos) e dá pitaco até na política de outros países — no ano passado, nas redes sociais, colocou uma foto de Michel Temer com a frase: “É essa a vida que vocês realmente querem, Brasil?” e no show de São Paulo incluiu o nome do presidenciável Jair Bolsonaro em uma lista de fascistas.

O britânico, porém, é muito mais do que isso. Ele também é muito conhecido, desde os tempos de Pink Floyd, por entregar ao público um espetáculo que vai além da música. É isso que os brasilienses podem esperar sábado, a partir das 21h30, no estádio Mané Garrincha, com a turnê Us + Them.

Desde o fim do ano passado, quando veio ao Brasil passar férias e divulgar as apresentações, Waters mostra uma empolgação de adolescente. Espera a mesma animação dos brasileiros e conta que 75% das músicas são sucessos do antigo grupo. “São coisas que eu fiz no Pink Floyd. Na verdade (fora da carreira solo), eu só fiz coisas no Pink Floyd”, brincou, à época.

O restante é direcionado para o atual trabalho dele, Is this the life we really want?, lançado em 2017. Breathe, Time, Welcome to the machine, Wish you were here, Another brick in the wall, Dogs, Pigs, Money, Us and Them, Comfortably numb e Mother estão mais do que credenciadas para aparecerem no set list do artista. O que dá para esperar é uma animação fora do comum por parte de Waters. Segundo ele, tocar na América do Sul é sempre um atestado de sucesso. “Há uma conexão diferente com a plateia, é diferente”, afirmou o músico.


Serviço

Roger Waters

Estádio Nacional Mané Garrincha (Eixo Monumental). Sábado, às 21h30. Abertura dos portões, às 17h. Ingressos a R$ 720 (inteira) e R$ 360 (meia) para a pista premium Elo; R$ 490 (inteira) e R$ 245 (meia), para cadeira inferior; R$ 340 (inteira) e R$ 170 (meia) para pista; e R$ 240 (inteira) e R$ 120 (meia), para cadeira superior. Não recomendado para menores de 16 anos. Crianças de 10 a 15 anos acompanhados de um responsável.

Tags: música shows

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