Brasília-DF,
08/ABR/2020

Na reta final, Sangue bom define melhor o perfil de alguns personagens

Fabinho e Wilson, por exemplo, viraram a casaca para o bem

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Chico Neto Publicação:13/10/2013 06:00

Na imagem, cena de Bento e Fabinho brigam por conta de armação de Amora (Cynthia Salles/TV Globo
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Na imagem, cena de Bento e Fabinho brigam por conta de armação de Amora

A caminho do desfecho, Sangue bom sai um pouco da zona de conforto e ajusta a sintonia entre o bem, o mal e o cômico. Se não se pode dizer que a trama deixou de cumprir a função básica das novelas dessa faixa de horário da Globo — a de divertir plateias com tendência à dispersão —, a mesma constatação, até agora, faz da atração apenas mais um exemplar do besteirol das sete. Mas, como convém a todo produto da teledramaturgia eventualmente acomodado em fórmulas gastas, os últimos capítulos costumam se redimir das gordurinhas e empolgar a audiência com material nutritivo.

É o que as semanas derradeiras estão trazendo aos episódios mais recentes. Demorou, mas a direção de Dennis Carvalho passou a mostrar firmeza na composição de papéis que, descompromissados com um piso mínimo de consistência, até então pareciam apenas brincar com a atenção do telespectador. Amora (Sophie Charlotte) e Bento (Marco Pigossi), o casal central, nunca tiveram muito tempero, mas isso ficava despercebido em meio a outros personagens que, em diferentes momentos, se destacavam mais na ação. Agora, a cena mudou.

A essência dos dois permanece a mesma. Bento é sujeito do bem, mas frouxo o suficiente para não enxergar que sua amada tem distúrbio galopante de caráter. A tal “it girl”, por sua vez, tem se esmerado nos malfeitos, e sempre consegue sair de vítima das próprias armações.

Amora é esmerada para semear discórdias quando isso lhe traz algum lucro, mas a possibilidade de que se regenere e termine a história como menina exemplar não trará surpresa. Nesse ponto, uma costura marca o rumo do argumento de Sangue bom: a demonstração de que o ser humano pode oscilar entre o bem e o mal até fazer sua escolha.

Um dos primeiros a sair desse casulo foi Fabinho (Humberto Carrão), que transitou na vilania desde o início da trama e, aos poucos, se descobriu capaz de amar e ter motivos para mudar de lado. Wilson (Marco Ricca) também virou a casaca para o bem. Bárbara Ellen (Giulia Gam) nasceu para ser tranqueira e não tem mais jeito, mas, a essa altura, todo mundo já conhece o verdadeiro caráter dela. Curiosamente, tanto a regeneração de Fabinho e Wilson quanto o desmascaramento de Bárbara Ellen só se tornaram possíveis graças às armações de Amora e da própria Bárbara.

 

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