Brasília-DF,
01/JUN/2020

Emissoras e produtoras investem em parcerias para ampliar oferta de séries

Lei da TV Paga deve estimular o mercado, pois exige que canais veiculem conteúdo nacional

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Publicação:20/10/2013 06:03Atualização:18/10/2013 13:40
Cenas de Som & fúria, A mulher invisível e Cidade dos homens, exemplos de coproduções bem-sucedidas na tevê aberta: olhar cinematográfico   
  (Zé Paulo Cardeal/Tv Globo, Estevam Avellar/TV Globo, Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias)
Cenas de Som & fúria, A mulher invisível e Cidade dos homens, exemplos de coproduções bem-sucedidas na tevê aberta: olhar cinematográfico

A necessidade de buscar parcerias já é uma realidade antiga para as emissoras de tevê. No entanto, as coproduções têm se tornado mais frequentes e a ferramenta de buscar aliados na produção de conteúdos é cada vez mais usual. Principalmente na teledramaturgia. Esse tipo de divisão do trabalho permite que as emissoras diversifiquem o conteúdo e dá maior autonomia aos artistas, que podem colocar sua impressão digital na produção.

Denise Fraga, por exemplo, é íntima desse modelo. Em Três Teresas, do GNT – o canal conta com cerca de 8 horas diárias de coproduções, entre séries como Copa Hotel e Sessão de terapia, entre outros – e em A mulher do prefeito, que vai ao ar às sextas, na Globo, a atriz explora a maneira de dividir funções. A forma de trabalhar com essas parcerias já é bem estabelecida, mas a maneira de aproveitá-las ainda não está padronizada. “A gente filma três episódios de cada vez. Dá mais trabalho, mas favorece a veracidade do trabalho”, opina Cássio Amarante, diretor de arte da O2, produtora responsável por A mulher do prefeito, Som & fúria, Cidade dos homens e Antônia, entre outras.

A ideia de se associar às produtoras independentes não é recente. Entre as emissoras abertas, a Globo foi uma das primeiras a recorrer a esse tipo de parceria para a dramaturgia. Além das séries especiais do Fantástico, em 1988, a emissora estreou Abolição, sua primeira parceria em séries, dessa vez, com a Avan e Cininvest Produção Vídeo Cinematográfica, do falecido diretor Walter Avancini. Um ano depois, repetiu a dose com República. Entre os casos de maior repercussão, em 1994, a TV Cultura e a Dez Produções lançaram Confissões de Adolescente, série assinada por Daniel Filho. O esquema fez escola e é usado por canais abertos e fechados até hoje. “Essas iniciativas são interessantes para o canal, pois contamos com estrutura, experiência e profissionais das produtoras”, analisa Mariana Koehler, gerente artística do GNT.

 

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