Brasília-DF,
31/MAI/2020

Ator exalta ousadia de novela em criticar a busca exagerada pela fama

Rodrigo Lopez garante que um dos principais prazeres que teve em Sangue Bom foi poder "curtir com a cara" de quem faz de tudo para ficar famoso

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Publicação:20/10/2013 06:05Atualização:18/10/2013 13:18

Rodrigo: 'Tem gente que gasta seu tempo inteiro atrás desses 15 minutos de exposição' (Pedro Paulo Figueiredo/CZV)
Rodrigo: "Tem gente que gasta seu tempo inteiro atrás desses 15 minutos de exposição"
 

A crítica ao meio artístico é evidente no discurso de Rodrigo Lopez. O ator, que interpreta o convencido Vitinho de Sangue bom, passou muitos anos vivendo do teatro em São Paulo até conquistar um espaço na televisão, em 2008, quando encarnou o homossexual Betão em Beleza pura. E hoje, às vésperas de se despedir de sua terceira novela, garante que um dos principais prazeres que teve ao trabalhar na trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari foi poder “curtir com a cara” de quem faz de tudo para ficar famoso. “Os valores mudaram demais e achei ousado uma novela mostrar isso”, critica.

A primeira investida de Rodrigo na tevê, na verdade, se deu em 1994, quando interpretou um cafetão no remake de Éramos seis, do SBT. Mas foi nesses cinco anos de contrato com a Globo que o ator se tornou, de fato, conhecido do público. E assume: depois que experimentou o reconhecimento que uma novela pode trazer, não quer largar. Talvez por isso, sinta tanto ter sido escalado para apenas três folhetins nesse período. “Eu achava que trabalharia mais. Tive bons papéis, não posso me queixar. Só espero experimentar outros horários e gêneros em um futuro próximo”, torce Rodrigo, que viveu também o malandro Chico do remake de Ti-Ti-Ti.

Em Sangue bom, seu personagem é um diretor de tevê que, pelas mãos dos autores, serve para criticar a busca pela fama que permeia o meio artístico atualmente. Como você encara isso?

Eu me amarro em fazer parte dessa crítica. Gosto mesmo de tirar esse sarro e acho perfeitamente pertinente. Se você for olhar a maioria dos veículos de comunicação de hoje, virou uma loucura essa questão da fama. Tem gente que gasta seu tempo inteiro atrás desses 15 minutos de exposição. Que, na verdade, estão deixando de ser só 15 minutos. Por isso, eu acho legal tocar na ferida. E essa fama não é um Olimpo. Tem neguinho que não trabalha, só dá pinta. O Vitinho é um burro. E o pior é que tem um monte de Vitinhos por aí.

Tags: celular

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