Brasília-DF,
30/MAI/2020

Série Under the dome estreia nesta segunda-feira na TV brasileira

Baseada em livro homônimo de Stephen King, história começa quando uma redoma invisível cai sobre a cidadela de Chester Mills, nos Estados Unidos

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Diário de Pernambuco Publicação:04/11/2013 11:27

 (TNT/Divulgação)

A premissa é intrigante: uma redoma misteriosa, invisível e, aparentemente, indestrutível cai sobre a cidadela de Chester Mills, nos Estados Unidos. Os mecanismos de sobrevivência desenrolados na série Under the dome - roteirizada por Brian K. Vaughan, com base na obra homônima de Stephen King - dão margem a questionar a vida sem tecnologia, a exploração ambiental, a sede do poder, as relações com o governo, a religião, a solidariedade, as fobias, as intrigas, os amores. Aliás, temas que alimentaram outro thriller de sucesso da TV, a extinta série da AXN Lost, além de best-sellers como Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago.

Cinco meses e 13 episódios depois da estreia nos Estados Unidos pela CBS, Under the dome vai ao ar com legenda em português nesta segunda-feira (4/11), às 21h30, pela TNT, que adquiriu os direitos de exibição na América Latina, ignorando downloads ilegais e investindo pesado em marketing. Talvez porque, de acordo com o instituto de pesquisa Nielsen, o programa teve média de 14,5 milhões de telespectadores no verão gringo.

O diretor dinamarquês Niels Arden Oplev, que comandou a adaptação sueca da trilogia Os homens que não amavam as mulheres, dirigiu um episódio da temporada que começa no Brasil. Além deles, pesam em favor da trama um elenco certeiro, com nomes como Rachelle Lefevre (saga Crepúsculo) e Dean Norris (Breaking bad), e o bônus de efeitos especiais que fizeram cada episódio custar cerca de US$ 3 milhões. Sem mencionar o apelo que carrega a assinatura de Stephen King.

King publicou Under the dome (Sob a redoma, em português) em 2009. O autor se debruçou sobre ele bem antes: no fim dos anos 1970 e, novamente, no início dos 1980. Nas duas ocasiões, o livro foi engavetado inacabado. O escritor norte-americano só se deu por satisfeito em 2008, quando o manuscrito pesava 8,6 quilos e tinha “mais de 1,5 mil páginas”.

Ao ser publicado, então com 1.038 páginas, Under the dome fez uma boa cota de fãs. Alguns deles, inclusive, tão famosos quanto o cineasta Guillermo del Toro (de Círculo de fogo e Hellboy), que publicou seu entusiasmo em uma resenha publicada na página do Amazon.com. Claro que a adaptação para a TV não foi bem aceita pela totalidade dos leitores. O próprio King partiu em defesa de Brian Vaughan e declarou que vai escrever episódios da segunda temporada, já confirmada pela CBS. “Algumas alterações foram motivadas pelo plano de manter a redoma sobre Chester’s Mill por meses a fio, em vez de apenas algumas semanas, como diz o livro”, explicou King em uma carta em junho passado.

“A situação é o chefe. Se você jogar limpo com os personagens - com suas fraquezas e qualidades - você não pode errar. Nada do que está escrito entre as capas mudou”. Parece que King gosta do que vê na TV.

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