Brasília-DF,
05/AGO/2020

Amor à vida enfraquece a trama com exageros nas discussões de questões sociais

Um dos temas que a novela trata é sobre um casal gay que adora um filho negro

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Ataide de Almeida Jr. Publicação:17/11/2013 06:00Atualização:15/11/2013 10:37

A personagem autista Linda é foco de um dos debates do folhetim ( João Miguel Júnior/TV Globo)
A personagem autista Linda é foco de um dos debates do folhetim

Para garantir a audiência de uma novela, não adianta ter apenas vilão e mocinho, triângulo amoroso e paixões impossíveis. O que o público quer são os merchadisings sociais: aqueles problemas vividos por boa parte das espectadores ou por parentes deles, como a dependência de drogas, a cleptomania ou o analfabetismo.

Entre os autores que usam esse recurso, há aqueles comedidos, como Glória Perez, que em Salve Jorge, por exemplo, mostrou o tráfico de mulheres. Porém, outros escritores usam e abusam da tática. Walcyr Carrasco, em Amor à vida, está nesse grupo. É possível fazer uma lista: os gays que adotaram o filho negro — além de terem utilizado uma barriga de aluguel —, o pai que não gosta do filho homossexual, a mulher traída pelo marido (diversas vezes), o homem mais velho apaixonado por uma jovem, a dona do bar alcoólatra, o autismo, a obesidade, o amor entre dois idosos.

Apesar de expor questões importantes, essa grande quantidade de temas tem que competir com a história central que acaba perdendo importância — mesmo com a tentativa do autor de fazer uma espécie de seriado, onde cada história ganha destaque em determinada semana.

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