Brasília-DF,
05/JUN/2020

Emissoras buscam novas fórmulas para prender a atenção do público

De acordo com informações das emissoras, alguns humorísticos não tiveram o resultado esperado

Diminuir Fonte Aumentar Fonte Imprimir Corrigir Notícia Enviar
Juliana Figueiredo - Especial para o Correio Publicação:01/12/2013 06:11Atualização:29/11/2013 13:23

Nova família Trapo: Rafael Cortez (E) é o nome escolhido para turbinar atração da Record (Jorge Rodrigues Jorge/CZN)
Nova família Trapo: Rafael Cortez (E) é o nome escolhido para turbinar atração da Record

A comédia está em ascensão no cinema e na internet, porém, na TV aberta o gênero não repete o mesmo sucesso. Os canais têm se desdobrado para manter o público e impedir a migração a outras plataformas. No fim de ano, as emissoras apostam em novos formatos e em remakes de antigos programas. Apesar dos esforços, especialistas opinam que os canais tradicionais precisam se reinventar.

Um dos sintomas da busca por novas formas de entretenimento é o índice de audiência. De acordo com informações das emissoras, alguns humorísticos não tiveram o resultado esperado, caso dos globais O dentista mascarado — que marcou a estreia de Marcelo Adnet na emissora — e o atual A mulher do prefeito. Agora, a Globo aposta na volta de Junto e misturado, de Bruno Mazzeo, e a estreia Divertics, de Jorge Fernando.

A Record segue na mesma linha. Nos próximos fins de semana, um programa mais tradicional e uma estreia figuram na grade do canal. A nova família Trapo — remake da produção original dos anos 1960 — busca novo fôlego com o comediante Rafael Cortez, ex-integrante do CQC. Pa pe pi po pu é uma criação de Antônio Guerreiro e Rosana Hermann e, segundo os diretores, criticará o humor televisivo dos dias atuais.

Desafios

O produtor de audiovisual Marcus Ligocki avalia que, mesmo com os esforços, o humor na tevê aberta enfrenta dificuldades pelas mudanças sociais e econômicas do país. “O brasileiro tem cada vez mais acesso a conteúdos por meio da internet e da tevê a cabo. Os canais abertos tentam se redescobrir e se reinventar”, afirma. Atualmente, cerca de 50% dos brasileiros têm acesso à internet, e 28% da população têm assinatura de TV fechada.

O comediante brasiliense Edson Duavy aponta que o problema está no conteúdo. Para ele, não existe experimentação na tevê. “Ela se apropria de um humor que já é utilizado há muito tempo nos outros meios e tenta adaptar para o formato televisivo. Falta liberdade de criação para os humoristas”, avalia o ator.

COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva dos autores.

CINEMA

TODOS OS FILMES [+]

BARES E RESTAURANTES

EVENTOS






OK