Brasília-DF,
03/JUN/2020

Janete Clair soube levar ao público bons romances recheados de polêmicas

A autora escreveu Selva de Pedra, Irmãos Coragem, Anastácia e Passos do vento

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Ataide de Almeida Jr. Publicação:01/12/2013 06:16Atualização:29/11/2013 13:35

Autora é até hoje uma das mais reverenciadas da teledramaturgia brasileira (Arquivo/TV Globo)
Autora é até hoje uma das mais reverenciadas da teledramaturgia brasileira

Certa vez, em uma entrevista, Janete Clair disse: “Novela é teatro popular. Ela tem lugar para o burlesco, o pitoresco, o picaresco, o trágico e o romântico”. E como poucos autores daquela época, Janete conseguia misturar todos esses elementos sem que a trama ficasse confusa, pelo contrário, era tão bem amarrada que o público ia ao delírio.

Foi assim com Selva de pedra, quando no capítulo 152, Simone (Regina Duarte) teve a verdadeira identidade revelada, e o folhetim registrou 100% de audiência. Ou em Irmãos coragem, que derrubou o preconceito e fez muitos homens não perderem um capítulo da mistura perfeita entre o bangue-bangue dos filmes norte-americanos e a narrativa gradual da teledramaturgia.

 

Em 1967, em Anastácia, a mulher sem destino, ela trouxe à tona a paixão de dois irmãos, Roger (José Augusto Branco) e Jean-Paul (Cláudio Marzo), por Rose (Leila Diniz). A narrativa, entremeada de altos e baixos, deu fôlego novo ao folhetim. Em Passos do vento, de 1969, o amor interracial entre Hannah e Bienaire causou grande polêmica.

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