Brasília-DF,
29/MAR/2020

Baseados em produções norte-americanas, programas policiais ganham força

Polícia 24h, na Bandeirantes, e Operação de risco, da RedeTV, estão no ar há cerca de três anos

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Publicação:29/12/2013 06:04

A atração Operação de risco, da RedeTV, acompanha o dia a dia da Polícia Militar (RedeTV/Reprodução)
A atração Operação de risco, da RedeTV, acompanha o dia a dia da Polícia Militar

Usada como produto, as sequências de perseguições policias e tiroteios derrubaram a barreira dos telejornais para se materializar em reality shows. De formatos variados e sempre com foco na ação policial, os programas retratam as mais diversas ocorrências que se possa imaginar. “No Brasil, a violência é uma linguagem”, define a professora do Departamento de Comunicação Áudio Visual da Universidade de Brasília (UnB) Tânia Montoro. Duas produções nacionais inspiradas em um formato norte-americano (como o reality Cops) sobrevivem na tevê aberta. Polícia 24h, na Bandeirantes, e Operação de risco, da RedeTV, estão no ar há cerca de três anos. As atrações têm público cativo, mas possuem diferentes enfoques. A primeira é focada na seriedade da figura do delegado Alexandre Zakir, que narra casos das regiões Sudeste e Sul. Já a segunda aposta em um tom mais descontraído, com casos do Rio e de São Paulo.

As opiniões sobre os programas são variadas. Uns dizem que são atrações chapa-branca. Outros os definem como um meio para prestação de serviços. Para Tânia Montoro, a espetacularização do trabalho policial e a utilização de componentes da dramaturgia prendem o telespectador. “Trata-se muito mais de apologia do poder policial, que transmite uma sensação de segurança, do que algo que está sendo feito ou do que da realidade. É mais entretenimento com um toque de suspense do que prestação de serviços”, completa.

O telespectador Matheus de Souza, 19 anos, acredita que o reality pode servir para se fiscalizar o trabalho da polícia. “É claro que tem uma maquiagem do patrulhamento porque os policiais não vão mostrar o tratamento truculento aos suspeitos, como a gente sabe que acontece. Porém, não é porque estão em frente às câmeras que vão deixar de exercer o oficio com eficiência”.

Tags: celular

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