Brasília-DF,
05/ABR/2020

Fernanda Montenegro volta a interpretar Dona Picucha, papel que lhe deu o Emmy

Telefilme 'Doce de mãe' virou seriado em 14 capítulos e estreia esta quinta-feira na Globo

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Ana Clara Brant Estado de Minas Publicação:27/01/2014 10:30

Dona Picucha deu o prêmio de Melhor Atriz a Fernanda Montenegro no Emmy, o Oscar da televisão (TV Globo/Divulgação)
Dona Picucha deu o prêmio de Melhor Atriz a Fernanda Montenegro no Emmy, o Oscar da televisão

Rio de Janeiro – “No fundo, no fundo, o Emmy não mudou muita coisa. É claro que é importante ganhar, já que você se sente valorizado e é um reconhecimento. Mas se eu não ganhasse, a vida não tomaria outro rumo. É uma coisa importante, mas no Brasil isso não muda nada. No mundo dos que produzem, seu salário aumenta, você é mais solicitada, então ‘estar lá’ é muito importante. Mas eu fiz a dona Picucha, ganhei o prêmio e voltei a fazer a dona Picucha. E com muito gosto e prazer.”

Assim a atriz Fernanda Montenegro explica sua participação como a adorável personagem do telefilme Doce de mãe, que foi exibido originalmente como um especial da Globo no fim de 2012. O filme não só arrebatou um troféu naquele que é considerado o Oscar da televisão internacional como virou seriado e estreia quinta-feira, depois do Big brother Brasil 14. A produção, criação do diretor Jorge Furtado e de Ana Luiza Azevedo, é uma parceria com a Casa de Cinema de Porto Alegre, e terá 14 episódios exibidos semanalmente.

A FAMÍLIA

Doce de mãe
conta a história de Maria Isabel de Souza, a dona Picucha, uma viúva de 85 anos, bem-humorada, amante de boa comida, jogo de futebol e samba. Já chegou a virar a noite cozinhando, bebendo e dançando em um animado pagode. Acabou no hospital tomando glicose na veia. A personagem tem quatro filhos, interpretados por Marco Ricca (Sílvio), Louise Cardoso (Elaine), Matheus Nachtergaele (Fernando) e Mariana Lima (Susana).

A família continua a mesma, aumentada apenas pelo nascimento de Isaurinha (Letícia Sampaio), filha de Suzana e Jesus (Daniel de Oliveira). Mas há novidades, como a entrada da atriz Drica Moraes, no papel da médica Rosalinda Bauer, e que Picucha desconfia ser uma filha bastarda do seu falecido marido, Fortunato. Outro personagem novo é Toninho, interpretado por Francisco Cuoco, que faz o irmão gêmeo de Fortunato. Os episódios, rodados na capital gaúcha e no Projac, no Rio de Janeiro, vão contar sempre com convidados especiais, como Lázaro Ramos, Sophie Charlotte, Emiliano Queiroz, Júlio Andrade, Otávio Augusto e Camila Amado, entre outros.

Um dos sucessos de Doce de mãe, segundo autores, diretores e atores, é a total integração dentro e fora dos estúdios, como ressalta Drica Moraes. Mesmo sendo caloura na atração, ela está impressionada com o envolvimento dos colegas e a unidade do projeto. “É um cotidiano em êxtase”, diz. “É difícil a gente ter um sentimento tão único e de afetividade assim juntos. Pode parecer jargão, mas virou mesmo uma grande família. E fora que é raro reunir um elenco como esse, de tanto talento e entrega. Tudo contribui para que seja um sucesso e o público se identifica demais porque aqueles personagens são muito reais.”

INSPIRAÇÃO

Fernanda Montenegro também destaca o encontro de artistas tão comprometidos e talentosos numa mesma produção. “Muitas vezes tenta-se formar um seriado ou novela com muita gente boa e não deslancha. Mas em Doce de mãe isso ocorreu. É um fenômeno, um milagre de Deus”, brinca a veterana atriz, contando que para compor Picucha, que foi criada especialmente pra ela, se inspirou em todas as “velhas e velhos” de sua família e que em várias cenas se lembrou de sua mãe ou da avó.

“Minha família é cheia de velhos de uma mesma época. Empreendedores com uma dimensão incrível. Estão todos lá e o engraçado é que estou acostumada a fazer aquelas senhoras pomposas e ricaças de novelas das oito e de repente me aparece uma senhorinha assim simples pela frente; é uma alegria que não tem tamanho.”

O diretor Jorge Furtado também procura encontrar explicações para a grande aceitação de crítica e de público de Doce de mãe, mas revela que ainda é cedo para saber se o produto vai continuar gerando frutos. “A base de toda dramaturgia é a coisa familiar porque é o nosso primeiro grupo. Então isso sempre vai render muitas histórias. É uma relação bem real. Por enquanto, Doce de mãe está gerando uma temporada de 14 episódios. Se vai ter uma próxima ou irá para o cinema, ainda não dá para saber. Mas com certeza temos material e histórias para contar. É um misto de comédia e ternura”, resume.

* A repórter viajou a convite da Globo.

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