Brasília-DF,
02/ABR/2020

Alexandre Borges valoriza a fama de "gatão da meia-idade" nos papéis da tevê e do cinema

O último trabalho do ator foi em "As aventuras de Peabody e Sherman". O artista dubla um vencedor e intelectual cachorro que encara o desafio de adotar o humano Sherman

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Ricardo Daehn Publicação:02/03/2014 06:07
Sempre reconhecido como galã, Alexandre também possui forte apelo cômico (Estevam Avellar/TV Globo)
Sempre reconhecido como galã, Alexandre também possui forte apelo cômico

“Às vezes, a dona de casa tá fazendo o feijão, escuta, e daí olha de novo pra tevê”, diz o ator Alexandre Borges, referindo-se a um dos instrumentos naturais que garantem a afinidade dele, mantida com o público: a voz. “É algo poderoso e muito exigido no meu trabalho”, completa. Alargando possibilidades — num cenário em que, até abril, está preso ao personagem de Além do horizonte, novela fracassada, apesar da “impressão de novos conceitos” —, o ator abraçou a proeza de dublar As aventuras de Peabody e Sherman. O personagem vivido é o de um vencedor e intelectual cachorro que encara o desafio de adotar o humano Sherman.

Longe da esfera infantil, Alexandre Borges, aos recém-completados 48 anos, não camufla certo prazer em se refletir como “gatão de meia-idade”. “Não é que eu use isso, nem quero que seja uma marca, mas curto isso de trazer para o trabalho essa vitalidade de ser homem, de sugerir certa sensualidade”, explica. Garantir que homens se vejam (e se reconheçam) nas obras encenadas são motivações para o ator.

Na experiência como dublador, o pai de Miguel (hoje, com 14 anos) relembrou o “boom da animação”, acompanhado, por oito anos, ao lado do filho. “A animação tem sido sensacional, já que junta pais e filhos, num diálogo de interação, com os pequenos perguntando e os adultos explicando. Há o estímulo para que os pais mostrem coisas da própria época”, aponta. O lucro do cachorro cêdeéfe, no filme, está em experimentar “o espírito de aventura e emoção, num tom popular”.

Previsto para ser distribuído após a Copa, o longa Meus dois amores, por sinal, foi um prato cheio para ressaltar tom sexy. “Depositei uma libido masculina em estado bruto. A carga sexual é forte em relação à personagem da noiva, feita pela Maria Flor. Ela, no filme, é uma moça virgem que pretende ser mulher. Já meu personagem, pelos exageros e impulsos, deveria mesmo era ficar com a mula que está em cenas do filme”, diverte-se.

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