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27/MAI/2020

Primeira parte da última temporada de Mad men estreia no Brasil nesta semana

Depois de quase 10 meses de espera, criador da série mantém segredos para um desfecho surpreendente

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Juliana Figueiredo Publicação:13/04/2014 06:00

Toda grande história tem um fim. No caso de Mad men, a sétima e última temporada será dividida em duas partes de sete episódios cada, sendo que a primeira estreia neste domingo (13/4) nos Estados Unidos, no canal AMC, e na segunda-feira (14) no Brasil, às 21h, na HBO. A derradeira temporada da série premiada com cinco Emmys, quatro Globos de Ouro, dois Baftas e seis Writers Guild desde 2007 é uma das mais aguardadas do ano.

Um final grandioso, dividido em duas partes, está reservado aos personagens do drama (AMC/Divulgação)
Um final grandioso, dividido em duas partes, está reservado aos personagens do drama


Sem uma pista do que vai acontecer, graças ao cuidado meticuloso do criador e produtor Matthew Weiner, conhecido por não entregar informações à imprensa, o público se contenta com as fotos e os teasers divulgados durante a espera. O programa, que acompanha a trajetória dos personagens de uma agência de publicidade entre os anos 1950 e 1960, é retomado a partir de 1969, o último ano de uma década de muitas mudanças e, também, do auge da contracultura.

O cartaz de divulgação da última temporada de Mad men é uma obra psicodélica, na qual flores, bebidas e o rosto de uma mulher se misturam atrás da icônica silhueta de Don Draper (Jon Hamm), o protagonista da série, que observa a imagem com um cigarro na mão. Matthew Weiner declarou que a ilustração, feita por Milton Glaser (autor do famoso logotipo "I <3 NY"), representa a confusão atual na mente de Don.

Um novo Don Draper
Em cena do teaser da série, Draper desembarca de um avião de olho no horizonte (AMC/Divulgação)
Em cena do teaser da série, Draper desembarca de um avião de olho no horizonte

Don Draper (Jon Hamm) sempre precisa de um recomeço. Seja um novo nome, uma outra identidade, uma nova mulher ou uma cidade diferente. No teaser da sétima temporada de Mad men, Draper aparece saindo de um avião, olhando para o horizonte, encarando o futuro que o aguarda. Mas ninguém sabe que destino será esse, para onde ele está indo, quem vai com ele e quais são os planos.

O publicitário continua sendo um mistério, como sempre foi ao longo da série. Um personagem quase inacessível, que foi se revelando aos poucos, não para satisfazer ao público, mas porque ele mesmo não aguentava mais o peso das mentiras e as consequências delas. No último episódio da sexta temporada, ele leva os filhos para o cabaré em que fora criado, e, a partir daí, é impossível não se espantar ao comparar o Don do início da trama ao Don atual. Aquele homem que escondia tudo de todos agora revela o passado obscuro aos filhos.

Se antes o público conhecia apenas o Don inventado (o publicitário genial, seguro, sedutor e com um senso de humor único), com o tempo, a série foi deixando a audiência se aproximar do protagonista. Quanto mais a janela se abre e mais se conhece o passado, os demônios e as fraquezas do personagem, maior é a capacidade de entendê-lo e de simpatizar com ele. Talvez seja esse o objetivo por trás da atitude do pai, que tenta se reconciliar com os filhos, especialmente com a mais velha, Sally (Kiernan Shipka).



“As crianças não o conhecem, e isso significa que ele nunca vai estar próximo delas. Eu acho que a confissão foi o começo da reconciliação dele com quem ele era, com o objetivo de derrubar a fachada para os filhos. Ele está apenas dizendo: ‘eu quero que vocês saibam quem eu sou. Eu estou disposto a arriscar a rejeição porque eu estou muito envergonhado disso’”, explicou o criador Matthew Weiner, em entrevista à revista Time.

Mulheres em cena

 Peggy Olson se destaca em profissão até então dominada por homens (AMC/Divulgação)
Peggy Olson se destaca em profissão até então dominada por homens


Apesar de o misterioso Don Draper ser a estrela da série, a obra tem um time de personagens femininos com personalidades igualmente fortes e intrigantes.

Entre elas, estão Peggy Olson (Elisabeth Moss), a secretária que ganha cada vez mais espaço na agência, em uma época na qual dificilmente as mulheres ocupavam cargos importantes em empresas; Joan Holloway (Christina Hendricks), femme fatale e profissional excepcional que não consegue trilhar novos caminhos na carreira; Betty Harris (January Jones), ex-mulher de Don, mãe dos três filhos dele e dona de casa obcecada em manter aparências; Megan Calvet (Jessica Paré), a jovem esposa que tenta conciliar as obrigações do matrimônio com a carreira de atriz; e Sally Draper (Kiernan Shipka), uma adolescente muito acima da média que sofre com as atitudes dos pais.

Finais arrebatadores
Matthew Weiner: a série representa um marco na carreira dos atores (Frazer Harrison/Getty Images/AFP)
Matthew Weiner: a série representa um marco na carreira dos atores

As fotos de divulgação indicam que Pete Campbell (Vincent Kartheiser), Roger Sterling (John Slattery), Ted Chaough (Kevin Rahm) e os outros companheiros de agência de Don continuam na próxima temporada, embora a última tenha acabado com Draper sendo afastado da SC&P por tempo indeterminado.

“Eu sempre sei quais serão as últimas imagens de cada temporada, mas o que eu não revelo é que, quando eu chego ao fim, eu geralmente não quero mais fazer aquilo. Como, por exemplo, o Don sendo demitido, se divorciando da Betty ou começando uma nova agência. Ou o Pete se separando da Trudy. É muito assustador se comprometer com essas coisas. Eu geralmente tento desistir disso, mas, obviamente, eu me convenço a fazê-lo novamente”, revelou Weiner, em entrevista ao site da AMC.
Tags: mad men celular

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