Brasília-DF,
08/ABR/2020

Bruna Linzmeyer diz que o cabelo colorido de sua personagem representa o amor

Atualmente, a atriz interpreta Juliana na novela "Meu Pedacinho de Chão"

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Agência Estado Publicação:23/04/2014 12:36
Em Amor à Vida, Bruna interpretava a autista Linda (Estevam Avellar/TV Globo)
Em Amor à Vida, Bruna interpretava a autista Linda

Bruna Linzmeyer parece estar muito à vontade no papel da doce professorinha Juliana, de "Meu Pedacinho de Chão" (Globo), e define a transformação como uma mudança "de dentro para fora, vinda diretamente do coração".

Depois de roubar a cena como a autista Linda, de "Amor à Vida", a jovem atriz confessa que foi a vontade detrabalhar cada vez mais, além do desejo de fazer um projeto com o diretor Luiz Fernando Carvalho, que a levaram a quase emendar duas novelas.

Bruna também conta que usou sua nova personagem como uma espécie de "escudo" para se livrar de Linda. Por isso mesmo, nem o cabelo cor de rosa a incomodou. Nem ao marido, o ator Michel Melamed.

Como você está encarando esta personagem em "Meu Pedacinho de Chão"?

Bruna Linzmeyer - É lindo, porque é uma transformação que acontece de dentro mesmo. As pessoas dizem apenas: é colorido. Mas não era assim nos primeiros dias. A gente passou quatro meses trabalhando e o processo vem do coração, do estômago, de todos os buracos do corpo... Foi um processo de descoberta. Tudo o que está aqui é uma invenção que vem de dentro do coração.

E como se chegou a esta cor de cabelo?

BRUNA - Exatamente por este processo de dentro para fora: o cabelo cor de rosa, a cidade de lata, o figurino, tudo é definido por isso. E esse cabelo representa esse trabalho de pesquisa durante meses, que representa o amor.

Foi por isso que você decidiu pintar os cabelos e não usar uma peruca?

BRUNA - Sim, foi lindo, porque nada é assim, feito de uma hora para outra. Quando chegamos a este cabelo, havia uma história por trás. É como se fosse uma luva. Não tem como não se parecer com uma boneca.

Mas um cabelo cor de rosa não é algo muito natural... Já está acostumada? E as pessoas nas ruas?

BRUNA - A gente tem uma sociedade um pouco difícil. Quando as pessoas me viram de turbante, olharam diferente... Imagina agora .. (risos). É uma batalha que a gente tem: atravessar esse momento. É como dizer para as pessoas: todo mundo pode ter cabelo rosa e é muito mais legal do que ter cabelo castanho.

Você está emendando dois trabalhos muito diferentes. O que te fez aceitar este desafio?

BRUNA - Foi a ideia do nosso diretor (Luiz Fernando Carvalho) e o meu desejo de trabalhar. Eu jamais recusaria um convite do Luiz. Eu tenho muita vontade de trabalhar e de viver. Então, sempre vou dizer sim! E ainda fiz um filme no meio (risos).

Mas seu último personagem foi muito marcante...

BRUNA - Foi bom ter saído da Linda ("Amor à Vida") e ido direto para uma outra personagem. Porque é muito doloroso se despedir de um trabalho. Então, eu camuflei esse processo.

E como você encara os conflitos da nova personagem?

BRUNA - Existem pessoas que querem a professorinha naquele lugar e outras que não querem. Ela representa a ameaça do bem, de um futuro, da educação, de transporte público de qualidade, de muita coisa que a gente precisa há muito tempo.

O que te encantou na história e na personagem?

BRUNA - O amor. É uma história muito singela e muito profunda ao mesmo tempo. E tudo é feito com muita emoção.

As novelas menores estão ganhando cada vez mais espaço na televisão. O que você acha deste novo formato?

BRUNA - É muito bom ter os capítulos já montados, saber a história da personagem... Isso acaba nos envolvendo mais.

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