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23/OUT/2021

Pedro Pascal, ator de 'Game of thrones' conta sobre sucesso de seu personagem

Ator, que até então tinha poucos papéis secundários, atingiu o sucesso absoluto logo no primeiro personagem de destaque

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Adriana Izel Lucas Lavoyer - Especial para o Correio Publicação:15/06/2014 06:10
O ator chileno deu vida ao vingativo príncipe Oberyn Martell na 4ª temporada de Game of thrones (HBO/Divulgação
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O ator chileno deu vida ao vingativo príncipe Oberyn Martell na 4ª temporada de Game of thrones
A quente, árida e seca península de Dorne, descrita dessa maneira na saga As crônicas de fogo e gelo, do autor George R.R. Martin, nada tem em comum com a gelada Santiago, capital chilena, cidade natal de Pedro Pascal. O ator se consagrou no papel do príncipe Oberyn Martell em Game of thrones, adaptação do livro de Martin na tevê.

Na quarta temporada da série, o chileno-americano - ainda criança, Pascal se mudou para a Califórnia e, posteriormente, para o Texas - se destacou e alcançou um patamar até então inexistente na curta carreira televisiva. Na pele do vingativo e obstinado príncipe Oberyn, o artista deixou de lado um aparente anonimato para ser assistido por nada menos do que 18,4 milhões de espectadores por capítulo.

Antes do sucesso na sanguinolência de Game of thrones, Pedro Pascal manteve apenas papéis secundários (ou até mesmo terciários) em séries diversas, além de rápidas aparições em alguns filmes. O intérprete assumiu personagens em episódios avulsos de Law & Order, The good wife, CSI, Homeland e The mentalist, entre outros.

A carreira teve início em 1999, quando Pascal deu vida a quatro personagens de seriados norte-americanos. Naquele ano, o ator interpretou, em poucos episódios, Gregor New, no seriado Good vs. Evil; Greg, em Undressed; e Eddie, em Buffy - caçadora de vampiros. Além disso, ele emprestou a voz para um episódio da série animada Downtown. Um começo modesto para um sucesso avassalador.

Duas perguntas para Pedro Pascal

Você sentiu a pressão por interpretar um personagem tão importante?
Tive muitas oportunidades de colocar pressão em mim mesmo pela interpretação de um papel que é favorito nos livros e é visto de uma maneira bem particular pelos fãs dos livros. Mas os criadores da série, Davi e Dane, tiveram conversas comigo, bem no princípio, sobre o que motiva o personagem e foi algo que procurei entender profundamente. Partindo daí, entrei num ambiente onde todo mundo é amigavel, relaxado e bom no que faz. Então, não houve nenhuma pressão que não viesse de mim mesmo. Não senti pressão dos criadores, do elenco, da equipe de produção. Se entrar na internet, com certeza, sentirei.

Por que escolheu dar a Oberyn um sotaque latino?

Foi uma escolha que fiz durante a audição. Eu li e tive esse instinto de que Oberyn soaria como meu pai (risos). Não sei o que isso diz sobre meu pai, mas para mim é um elogio. A voz dele fazia mais sentido, para mim, sendo latina. Não necessariamente chileno ou brasileiro, mas da América Latina. E os diretores nunca me pediram para mudá-la. Oberyn vive num mundo diferente. Sua atitude e o jeito com o qual ele vive a vida são muito diferentes. Então, ele precisa soar diferente.

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