Brasília-DF,
16/DEZ/2017

Canais investem em ex-jogadores de futebol para comentar os jogos da Copa do Mundo

A Band escalou oito ex-jogadores, sem contar os dois exclusivos do BandSports

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Publicação:29/06/2014 06:04
Cada um do seu modo, os ex-jogadores são as apostas das emissoras para atrair o público (Reprodução/Internet)
Cada um do seu modo, os ex-jogadores são as apostas das emissoras para atrair o público

A responsabilidade costumava ser dos jornalistas esportivos, mas, gradativamente, comentar as partidas de futebol em transmissões da tevê passou a ser tarefa daqueles que já estiveram dentro de campo. Ex-jogadores fixaram o próprio espaço ao lado dos narradores e, hoje, comentam as partidas da Copa.

A escolha dos canais é uma forma de gerar audiência, principalmente nas redes sociais. A Band escalou oito ex-jogadores, sem contar os dois exclusivos do BandSports.

Cada um tem o próprio jeito de se destacar. Há quatro anos na emissora, Denílson é o irreverente, responsável pelos comentários brincalhões, enquanto José Ferreira Neto é o mais polêmico. Não é raro ver o ex-jogador do Corinthians se exaltando por indignação pessoal com comissões técnicas, arbitragens ou atletas. Neto gera tanto retorno para a Band que ganhou um programa próprio no início de 2013 e permanece no posto até hoje.

Na Globo, houve uma renovação do quadro de comentaristas para 2014. A dupla Casagrande-Falcão dominava os comentários de jogos. Mas a emissora resolveu ampliar o time: Falcão saiu e outros seis ex-jogadores entraram na equipe, inclusive Ronaldo Fenômeno. Caio Ribeiro se mantém como um dos mais destacados, já que é o principal no uso de tecnologia nas análises táticas dos programas esportivos do canal. A grande revelação dos comentários na Copa foi Juninho Pernambucano, que apresenta análises técnicas e estudadas sobre cada partida que comenta.

Duas perguntas Juninho Pernambucano

Como é para um jogador que já esteve em campo em uma Copa do Mundo voltar do outro lado, tendo que avaliar o desempenho dos colegas?

Não acho que seja uma coisa do outro mundo e nem é tão complicado como se imagina. Não é uma coisa que me deixa incomodado de falar. Nunca me incomodei com a crítica quando era jogador desde que fosse feita da forma correta. Tem o limite da crítica na análise — sem ser tão forte nas palavras e sem diminuir o atleta.

Como compararia a sensação de entrar no campo com a de ir ao ar?

Nunca mais vou sentir a sensação de comemorar um gol ou de levantar um troféu e festejar com os jogadores. Disso eu tenho consciência de que a hora passou. Comentando eu acho que existe uma aproximação muito grande. Ter jogado em vários lugares de nome me dá uma bagagem para falar e isso facilita muito a minha análise. Tenho tido prazer em fazer isso. É gostoso, mas, é claro, sou cobrado. Sou responsável por aquilo que falo.
Tags: celular

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