Brasília-DF,
11/DEZ/2017

Emissoras priorizam notícias fictícias e desconsideram realidade

"Entre a Copa e a realidade, ficamos com a fábula"; confira os destaques da coluna Eu vi!

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Diego Ponce de Leon Publicação:13/07/2014 06:01
Durante o mês da Copa, os jornais priorizaram as notícias sobre os jogos (Adidas/Divulgação)
Durante o mês da Copa, os jornais priorizaram as notícias sobre os jogos

No jornalismo, há um conceito que responde pelo nome de “gatekeeping”. Seria, em poucas palavras, um filtro. A escolha das matérias, atrações e pautas que entram ou saem do ar, levando em consideração o valor-notícia, a audiência, o perfil do espectador e o interesse público.

A Copa me fez pensar no gatekeeping. Por um mês, não assistimos a outra coisa. O resto ficou em segundo plano. Nada mais importava? Na CNN, uma repórter comentou com a presidente Dilma: “A Copa é uma vitrine, um faz de contas. Mas, nas ruas, as pessoas continuam passando fome”. Quando foi a última vez que nossas mazelas foram tema central da programação de qualquer emissora?

Começo a me dar conta de que, entre o filme de terror e a comédia, sempre preferimos as risadas. Entre a Copa e a realidade, ficamos com a fábula. Documentários não dão audiência. A ficção das novelas, sim. Sabemos dos vilões e dos flagelos. Mas, quando aparecem, mudamos de canal. Sem a distração da Copa, quem sabe a gente não passa a ter coragem de arrancar a peneira da frente da tela?

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