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21/SET/2017

Ator Daniel de Oliveira diz que "se amarra" em tramas policiais

Ator fala sobre a preparação para interpretar o personagem em O Rebu e sua necessidade de liberdade para trabalhar fora da televisão

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Agência Estado Publicação:04/08/2014 11:24
Sophie Carlotte, Patrícia Pillar e Daniel de Oliveira, em O Rebu (GLOBO/Alex Carvalho)
Sophie Carlotte, Patrícia Pillar e Daniel de Oliveira, em O Rebu
O gênero policial sempre interessou Daniel de Oliveira. O ator, que interpreta o manipulador e ambicioso Bruno de "O Rebu", da Globo, só não imaginava que poderia participar de uma novela que tivesse sua trama todacosturada nessa linha. Tanto que assume que não teve qualquer dúvida na hora de confirmar sua participação na história, mesmo desconhecendo os detalhes da versão original do folhetim, que a Globo exibiu em 1974. "Normalmente, o 'quem matou ' dá certo na televisão. Temos vários 'cases' de sucesso no Brasil. Mas o que é mesmo impressionante nesse caso específico é a narrativa toda construída apenas em flashbacks, no momento docrime e nas horas seguintes. É tão moderno que nem parece uma ideia de 40 anos atrás", valoriza o mineiro, que completou 37 anos em junho.

Tamanha empolgação com a proposta de "O Rebu" foi suficiente para Daniel aceitar voltar às novelas. O ator ganhou autonomia para escolher seus trabalhos na tevê depois que conquistou prestígio no cinema nacional. Começou ao ser escolhido entre dezenas de candidatos para interpretar o cantor Cazuza no longa "Cazuza - O Tempo Não Para", de 2004. E essa condição se acentuou dois anos depois, ao estrelar, ao lado de Patrícia Pillar, o filme "Zuzu Angel", na pele do filho torturado e morto da famosa estilista brasileira.

Na entrevista a seguir, o ator fala sobre a preparação para interpretar o personagem e sua necessidade de liberdade para trabalhar fora da televisão.

Você não costuma fazer muitas novelas. Ter apenas 36 capítulos foi um diferencial para aceitar interpretar o Bruno de "O Rebu"?

DANIEL DE OLIVEIRA - Não posso negar que o fato de serem apenas 30 e poucos capítulos me interessou bastante. Não é que seja fácil e rápido, porque a gente tem seis meses de trabalho. Sendo que, de qualquer forma, não são cento e tantos capítulos com um monte de cenas. Mas essa ideia de novelas mais curtas já está sendomais trabalhada. "Meu Pedacinho de Chão", por exemplo, foi bem rapidinha. E é uma obra linda. Eu mesmo gostaria de ter feito, ainda mais tendo o Luiz Fernando Carvalho como diretor e voltando a trabalhar com o Benedito Ruy Barbosa.

Seu último trabalho mais longo foi a novela "Passione", que teve 209 capítulos. Hoje, é mais difícil você dizer "sim" para um projeto assim?

DANIEL - Depende muito de como está sua vida e seus planos em cada momento. Em "Passione", eu estava prontopara me dedicar àquilo. Foi um ano de trabalho, mas muito prazeroso. Gravamos belas sequências na Itália e ainda consegui fazer logo em seguida o filme "A Estrada 47" e também na Itália. Foi um período muito bom. Tem de dar sorte de conseguir conciliar as coisas que você tem vontade de fazer. Pegar a novela e depois um filme desses dá outro gás. Tenho o maior respeito por todos os meus trabalhos. A televisão me interessa muito porque proporciona uma troca fantástica com atores, como tenho hoje com o Tony Ramos, por exemplo. Mas, nesse momento da minha vida, como há uma abertura maior para o cinema e para várias séries, não dá para nãose ligar nisso. É importante se sentir mais livre até para poder fazer com amor o que se está com vontade de fazer Hoje estou em "O Rebu", então estou de corpo inteiro.

Essa é a primeira vez que, na tevê, você experimenta uma trama policial. Qual é a sua relação com esse gênero?

DANIEL - Eu me amarro. Ainda mais nesse tipo, porque temos três planos diferentes ali: os flashbacks, a festa e a investigação. Essa mistura chamou demais a minha atenção. "O Rebu" é um projeto onde nada é caretinha.

Isso mudou sua forma de se preparar para esse trabalho?

DANIEL - Não. Fizemos um trabalho de preparação com o Chico Accioly, que é um profissional bastante talentoso. Todo mundo criou uma relação bem intensa com ele, que é um cara que está sempre por perto. Então, foi um processo bem tranquilo. Além disso, sempre assisto a uns filmes, leio uns livros, mas não precisa ser nada óbvio. Seu olhar para tudo muda quando você pega um personagem. Você passa a procurar o universo dele em diversas coisas.

Você já conhecia a versão original? Tinha visto algo ou lido a respeito?

DANIEL - Não conhecia até ser convidado para fazer essa adaptação. Sei que tem algumas cenas na internet, mas nem cheguei a ver. No começo, pediram que a gente não assistisse. Olha, eu fiquei bem curioso, mas como recebemos essa instrução, deixei para lá. Mas, agora, falando com você sobre isso e sabendo onde já estou nesse personagem, acho que sou capaz de procurar isso e dar uma espiada porque bate uma vontade. Mas deve ser algo que não tem nada a ver com o que fazemos. Até porque era outra tecnologia, uma realidade completamente diferente.

Você completou 37 anos de idade recentemente e já tem 16 anos de carreira na televisão. Conquistou tudo que sonhava?


DANIEL - Cara, eu penso que as nossas maiores conquistas são internas. Eu não sei bem de que tipo de conquistas você está falando, mas tudo que está dentro de mim é o que eu conquistei. E, sob esse ponto de vista, essa é uma conquista diária, que se dá ao longo de toda a vida. E espero que seja longa essa jornada

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