Brasília-DF,
20/SET/2017

O rebu entra na reta final e testa novo ritmo em produções para a tevê

Minissérie de suspense vai além do tradicional ''quem matou'' e pode ter passado em branco para telespectadores mais tradicionais

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Estado de Minas Publicação:18/08/2014 09:10
Ângela Mahler (Patrícia Pillar) e Carlos Braga (Tony Ramos): adoráveis inimigos (Estevam Avelar/Globo)
Ângela Mahler (Patrícia Pillar) e Carlos Braga (Tony Ramos): adoráveis inimigos

O rebu
(Globo) entra na reta final. Em breve, o telespectador ficará sabendo quem é o assassino que pôs fim à vida do ousado e ambicioso Bruno, personagem de Daniel de Oliveira, que apareceu morto, logo no primeiro capítulo, na piscina da mansão de uma megaempresária, durante uma festa luxuosa. Ela é Ângela Mahler, interpretada por Patrícia Pillar, que tem uma relação de cão e gato com o sócio e desafeto Carlos (Tony Ramos).

Só com esse trio, já se tem uma teia intrincada. Mistério e suspense dobram quando a ele se juntam um punhado de outros personagens, muitos com os motivos para praticar o ato insano. Mas, é entre Ângela e Carlos que se estabelece o fio condutor que permeia todo o remake da obra original de Bráulio Pedroso, exibida em 1974, agora com livre adaptação de George Moura, numa direção primorosa de José Luiz Villamarim. A série é nervosa, mantém uma tensão do começo ao fim dos capítulos e envolve completamente o telespectador.

Não, a narrativa não é para qualquer telespectador e os mais apressados talvez já tenham desistido faz tempo. Além do horário ingrato – vai ao ar às 23h –, que pode afastar grande parte da audiência, o vaivém com muitos flashbacks e o ritmo ágil, à semelhança de séries americanas, requerem atenção redobrada.

Do contrário, pode-se perder o fio da meada e metade da graça do programa. Afinal, não se trata apenas de decifrar o "quem matou?". Em um trabalho de muita qualidade, são muitas as cartas na mesa.

Além da trama instigante, com uma base poderosa que é a história criada por Bráulio Pedroso, O rebu tem um elenco precioso, formado por gente talentosa, do tipo que arregaça as mangas e faz um salto sem rede, porque também é amparada por personagens brilhantes. A empresária Ângela, dissimulada e misteriosa; Carlos, o empresário canalha e capaz de tudo; Bruno, um jovem ambicioso e cheio de manobras; Duda (Sophie Charlotte), socialite com dramas existenciais; Gilda (Cássia Kis Magro), advogada que dá nó em pingo d'água, mas foi a nocaute com a paixão pelo belo Bruno.

E quantos nomes mais? Oswaldo (Júlio Andrade), com sua loucura; Alain (Jesuíno Barbosa) e sua dubiedade; Lídia (Bel Kowarick, grata surpresa); Roberta (Mariana Lima); Maria Angélica (Camila Morgado); Vic Garcez (Vera Holtz, impagável); Rosa (Dira Paes, sempre correta); Camila (Maria Flor); Bernardo (José de Abreu); Severino (Cláudio Jaborandy); Pierre (Jean Pierre Noher) e Pedroso, o galã Marcos Palmeira, que foi logo lançando charme para Ângela na mesma intensidade de sua linha de investigação.

O rebuliço está armado e suas consequências vão explodir a cada novo episódio que ainda vem por aí.

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