Brasília-DF,
17/DEZ/2017

Série Sexo e as negas aparece como ferramenta para se debater o racismo

A nova atração da Globo ainda não foi ao ar, mas repercute na internet por causa da figura da mulher ligada ao sexo

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Diego Ponce de Leon Publicação:14/09/2014 06:15
'Não sei o que é mais assustador. Se o pré-julgamento ou a falta de humor' Miguel Falabella, ator, diretor e dramaturgo (Alex Carvalho/Globo)
"Não sei o que é mais assustador. Se o pré-julgamento ou a falta de humor" Miguel Falabella, ator, diretor e dramaturgo

Não estou convencido de que Sexo e as negas, a estrear na próxima semana, possa necessariamente esbarrar no racismo, como andam esbravejando. Sem dúvida, o título incomoda à primeira vista. Ligar o sexo à figura da mulher negra sugere, em um primeiro momento, um velho e indigno estereótipo. Assim como há o risco de o programa, mais uma vez, reforçar a (equivocada) imagem de que o negro sempre pertence à favela e a camadas menos favorecidas. E nada mais.

Todas esses argumentos, no entanto, são apenas especulativos. O programa não foi ao ar. Em uma tentativa de repudiar o preconceito, podemos fazer uso de pré-concepções? Não estaríamos, de alguma maneira, sendo justamente preconceituosos (ênfase no “pré”)? A patrulha gratuita não agrega.

Conversei com atrizes do elenco e li o desabafo de Falabella. Segundo eles, Sexo e as negas aparece como ferramenta para se debater o racismo, a sexualidade, os tabus… Provoca o oposto do que andam alarmando. Um retrato crítico e bem-humorado. Antes de atirarmos as pedras, que tal assistirmos à atração? E aí, então (e somente então), saberemos melhor se devemos arremessá-las ou deixá-las de lado.




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