Brasília-DF,
20/OUT/2017

Programas de comédia na televisão perdem a liberdade de expressão

É capaz de mudarem o nome de Sexo e as negas para "coito e as afrodescendentes"

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Diego Ponce de Leon Publicação:21/09/2014 06:15
A série 'Sexo e as negas' foi alvo de acusações de racismo (AlexCarvalho/Globo)
A série "Sexo e as negas" foi alvo de acusações de racismo

Se estivessem vivos, o humorista Mussum certamente estaria preso e Zacarias já teria apanhado na rua algumas vezes. Eles nos lembram uma época quando ainda era possível fazer comédia na televisão. O brasileiro perdeu o humor.

São tantas palavras e expressões que devem ser evitadas — por conta do insuportável politicamente correto — que temos a impressão de que a audiência é formada por freiras e idosos recatadíssimos! O ato de rir se tornou uma utopia para o espectador.

E a patrulha se espalha para outros gêneros. É capaz de mudarem o nome de Sexo e as negas para “coito e as afrodescendentes”. Perdemos o atributo de rirmos de nós mesmos. Por aqui, vale a política do “é melhor chorar do que rir”. Ah, vai chorar com tuas negas! Opa, perdão! Vai chorar com os albinos! Opa, também não pode. Então... Vou chorar.

De novo?

Mesmo com a última temporada de The voice tendo sido frustrante quanto à audiência, a Globo aparece com a terceira leva. Graças aos anunciantes. Entra grana, entra programa.

Não rolou

Patrícia Poeta anunciou que sairá da bancada do Jornal Nacional para se dedicar ao entretenimento. Nos bastidores, a história é outra: Poeta não caiu nas graças do público e acabou afastada.

Dama dos palcos

Um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira, Eva Wilma, está em Brasília. Neste domingo, acontece a última sessão da peça Azul resplendor.
Tags: celular

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