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20/SET/2017

Repleta de expectativas, a segunda temporada de O infiltrado estreia nesta terça-feira

Confira a entrevista com Fred Melo Paiva, protagonista da série

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Publicação:28/09/2014 06:03
 Fred Melo Paiva mergulha nos mais distintos universos, como religião
 (History Channel/Divulgação)
Fred Melo Paiva mergulha nos mais distintos universos, como religião
Discutir preconceitos e clichês no dia a dia pode ser uma tarefa complicada. Quando a temática é transformada em produto televisivo, os perigos são claramente maiores. Mas o risco não assusta Fred Melo Paiva, protagonista da série O infiltrado, do History Channel. Com carreira no jornalismo, há dois anos ele é objeto de investigação em temas que provocam o público brasileiro.

Ao longo de cinco meses, Paiva mergulha nos universos abordados no programa. Em um episódio sobre crenças, por exemplo, o jornalista convive com líderes de diversas religiões: vai a cultos evangélicos, se confessa a um padre e faz um "trabalho" com mãe de santo nos ritos do candomblé. "É uma mistura de jornalismo doido com reality show. Eu sempre busquei jeitos diferentes de fazer uma reportagem e, quando você usa um jornalismo divertido, quebra a seriedade dos assuntos", analisa.

Na segunda temporada, que estreia no dia 30, às 23h, o reality show volta com grande expectativa, principalmente por ter sido a produção brasileira de maior audiência no canal. "A nossa meta era de um aumento do público em 75%. No fim da temporada, chegou a 375%", comemora Fred. Sobre uma possível terceira temporada, ele prefere não se antecipar, mas atesta: "É um processo que depende de números, mas esse é um projeto que eu, com certeza, vou dar um jeito de continuar!"

Novas Aventuras
Já no primeiro episódio da segunda temporada, Fred Melo Paiva se desafia a ser um ator pornô. A intenção é discutir a sexualidade do brasileiro. Na segunda semana, o alvo será o funk carioca, com direito a participação de Mr. Catra.

Duas perguntas - Fred Melo Paiva

O que o público pode esperar de mais inusitado nesta temporada?

Eu acho que o episódio mais inusitado foi o das seitas (Brasília foi o local escolhido para o tema). Eu aprendo com uns líderes e me descubro a reencarnação de Juscelino Kubitschek e a terceira encarnação de Akhenaton, um faraó. Ou seja, eu sou o JK que voltou pra salvar aquela cidade. É muito doido!

Ao tratar de temas polêmicos, como você cuida para que as abordagens não beirem o sensacionalismo?

O sensacionalismo trabalha em cima de preconceitos das pessoas, dos instintos menos nobres. Quando eu falo de exorcismo, por exemplo, pego muito mais o lado político do que o religioso. Eu faço daquele episódio não um episódio de apologia ou de deboche, mas questionador, com aquela coisa engraçada. Isso nos livra do sensacionalismo, que é a negação do jornalismo.

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