Brasília-DF,
20/OUT/2017

Autor de papéis memoráveis, o ator Miguel Falabella investe mais na dramaturgia

O carioca é o escritor da série polêmica Sexo e as negas

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Diego Ponce de Leon Publicação:28/09/2014 06:04Atualização:26/09/2014 13:51
Alvo de críticas, Falabella rebate: 'Quando acredito, eu brigo' (Estevam Avellar/TV Globo)
Alvo de críticas, Falabella rebate: "Quando acredito, eu brigo"
Se Falabella cumprir a palavra, o personagem Ruço, de Pé na cova, será o último trabalho dele como ator na televisão. Dos palcos, ele também pretende se aposentar. Cada vez mais, o ator e dramaturgo carioca investe na escrita. Mesmo encontrando resistência e nem sempre emplacando sucessos, Falabella anda preferindo trabalhar por trás das câmeras.

Depois dos fracassos de novelas como Negócio da China e Aquele beijo, o autor se encontrou nas séries. Pé na cova, protagonizada e escrita por ele, foi bem recebida por público e crítica. A quarta temporada, a estrear em 2015, já foi confirmada. "Eu gosto mais de escrever série, sim. Acho que nunca mais vou fazer outra novela, até porque não é mesmo a minha praia", comenta.

Atualmente, Falabella está no ar com Sexo e as negas, que deu o que falar antes mesmo do primeiro capítulo, por conta de um conteúdo denunciado como racista. "Só aqui no Brasil as pessoas falam antes de ver o produto. Em nenhum momento a série é ofensiva", rebate o ator. Apesar da controvérsia, Sexo e as negas vem registrando bons resultados de audiência, com números superiores à antiga atração do horário.
Ainda assim, ele precisa rebolar para emplacar certas cenas: "Estamos na tevê aberta, que é diferente da tevê a cabo. Quando acredito no que defendo, eu brigo. Várias vezes ganho, mas, em outras, não", admite.

Recheado de sexo e de um humor politicamente incorreto, cada vez mais raro na tevê, Sexo e as negas ainda deve render boas discussões. E Falabella não foge delas. Pelo contrário, prefere incendiá-las.

Apresentador
Por 15 anos, Falabella esteve à frente do Vídeo show. Depois da saída do ator, a atração nunca mais esbarrou com o mesmo sucesso. Zeca Camargo que o diga.

Amigos

Enquanto dramaturgo, Falabella adora resgatar alguns grandes nomes do passado, a exemplo de Ítalo Rossi e Norma Bengell, que ganharam papéis pelas mãos do autor, depois de anos no ostracismo.

Humilde

A origem do artista em nada lembra a do personagem Caco Antibes, de Sai de baixo. Enquanto Caco se orgulhava dos "traços dinamarqueses", Falabella foi criado no subúrbio carioca.

Drama

Apesar do incontestável sucesso com as comédias, o artista também foi aclamado em papéis dramáticos, como quando incorporou um frio assassino em As noivas de Copacabana (1992).

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