Brasília-DF,
23/SET/2017

Relembre aberturas que marcaram a história das novelas brasileiras

De 'O direito de nascer' a 'Amor e revolução' e 'O dono do mundo', uma boa vinheta une boa música e imagens que chamam a atenção

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Ataide de Almeida Jr. Publicação:06/09/2015 06:00Atualização:04/09/2015 16:39

Aberturas marcantes despertam a atenção do telespectador
Aberturas marcantes despertam a atenção do telespectador
 

As novelas, as séries e os programas da televisão têm algo em comum: todos apresentam uma abertura. Seja com cenas realistas, seja feita completamente em computação gráfica, essa é a parte em que aparecem os créditos dos atores e produtores do programa. E para que elas funcionem — e fiquem para sempre na nossa memória —, é preciso a união de alguns elementos, mas, principalmente, a trilha sonora. Afinal, como esquecer da música Brasil, cantada por Gal Costa em Vale tudo, que combinava com imagens da realidade da época?

 

Foi só a partir os anos de 1970 que as produções passaram a ter algo parecido com uma abertura. Uma delas foi a da segunda versão de O direito de nascer. Apesar de simples — havia apenas uma espécie de moldura que mostrava imagens dos personagens e os nomes deles —, a música Sou mais um, na voz de Moacyr Franco, contava bem a história da novela e casava com as cenas.

 

Antes de a Globo mostrar belas aberturas em programas e novelas, a emissora apostava em aberturas simples, sem grandes elementos, apresentando apenas atores, diretores e produtores, entremeados por imagens dos artistas.

 

Quando Hans Donner entrou na empresa, ele mudou desde logotipo até cores de carros por lá. As aberturas, então, sofreram grandes modificações. Uma das primeiras foi a de Elas por elas, de 1982, na qual ele utilizava de cenas antigas, em preto e branco, de onde saíam os principais artistas da novela. Foi um marco e algo bem avançado para época.

 

Os anos de 1990 marcaram várias aberturas de novelas. A começar por Pantanal, exibida na TV Manchete, que abusou de cenas gravadas na região homônima e da computação gráfica. Na peça, a atriz Nani Venâncio aparecia sendo transformada em onça, como na história de Juma Marruá. Ainda nessa época, Irene Ravache e Othon Bastos apareciam em cenas de época no começo de cada capítulo de Éramos seis, de 1994, no SBT, posando para uma fotografia. Na Globo destacaram-se O dono do mundo, na qual recriaram a cena de O grande ditador, de Charles Chaplin, e a popular Rainha da Sucata, embalada pela lambada de Sidney Magal.

 

Abertura de 'Rainha da sucata' era embalada por Sidney Magal
Abertura de 'Rainha da sucata' era embalada por Sidney Magal
 

 

Recentemente, o SBT surpreendeu com uma boa abertura de Amor e revolução, que mostrava cenas da época da ditadura, com censura aos músicos, desaparecimento de pessoas e revolta popular. Na Record, a mistura de filmagens na rua com mutantes deu o tom do realismo fantástico à trama de Mutantes — Caminhos do coração. Já na Globo, o “Oi, oi, oi” casou com as cenas da dança e virou febre nas redes sociais, um dos sucessos de Avenida Brasil.

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