Brasília-DF,
11/DEZ/2017

Saiba quem é o rei da voz das marchinhas na TV

Todos os anos, Silvio Santos entra na casa do telespectador não para apresentar, mas para cantar as músicas de carnaval. Conheça a história

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Ataide de Almeida Jr. Publicação:07/02/2016 07:00Atualização:05/02/2016 12:07

 (João B. da Silva/SBT)

As marchinhas de carnaval sempre fizeram muito sucesso, desde os tempos de Chiquinha Gonzaga, com a tradicional Abre alas, lançada em 1899, conquistado muitos fãs pelo Brasil. Contudo, um deles é especial: Silvio Santos. Para se ter ideia, o dono do SBT gravou sua primeira marchinha em 1959, quando apresentou a Marcha do peru, no programa Galera do Nelson, na rádio Nacional de São Paulo, com a intenção de ganhar mais uns trocados. E a tradição continuou na televisão. Nesta época do ano, Silvio sempre coloca no ar as várias músicas de carnaval interpretadas por ele.


E se são as repetições e a boa história das marchinhas que as fazem entrar na cabeça do povo, Silvio veio com as fórmulas certas. “A pipa do vovô não sobe mais. A pipa do vovô não sobe mais. Apesar de fazer muita força, o vovô foi passado para trás” é um dos clássicos que não sai da cabeça das pessoas. Ou então: “Ai, a bruxa vem aí e não vem sozinha, vem na base do saci”.

 (Mercado Livre/CB/Reprodução/D.A Press)

Vale lembrar que Silvio, apesar de dar voz às músicas, não era o responsável pela composição delas. Para isso, ele contava com a ajuda do casal Manoel Ferreira e Ruth Amaral. Segundo o site O baú do Silvio, ele os conheceu em 1962 quando um dos seus programas estreou na TV Paulista. O talento dos dois conquistou o apresentador, e ele decidiu dar voz às canções do casal. Foram, ao todo, 16 anos gravando composições deles, sendo que saíram vencedores em concursos de marchinhas por 10 carnavais.


Nos anos de 1980, Silvio gravou marchinhas de outros compositores e as apresentou em discos e na televisão, mas não fizeram sucesso, principalmente pelos temas considerados mais picantes. Em uma delas, Pai pão duro, um trecho dizia: “Com essa fama de pão duro, o seu pai não fica duro nunca mais”. Rapidamente, o apresentador voltou aos artistas anteriores e lançou músicas mais singelas.


Como não poderia deixar de ser, as apresentações das marchinhas ocorriam dentro dos programas Silvio Santos e também nos intervalos comerciais, geralmente com apenas a letra passando pela tela. E tanto sucesso fez com que Silvio gravasse discos com essas músicas. Um deles foi apresentado em 1989, chamado 25 anos de carnaval, que trazia as regravações das melhores canções já cantadas por ele. Desde os anos de 1960, ele já foi a voz de mais de 60 discos.



SAIBA MAIS

Motivos
Além do gosto do apresentador pelas marchinhas, a tradição veio do fato da emissora não ter os direitos de transmissão do carnaval do Rio de Janeiro e de São Paulo, que quase sempre permaneceu com a TV Globo, e ter entrado na cobertura da folia de rua de Salvador apenas anos mais tarde. Por isso, para não ser a única tevê a não entrar no clima, as músicas começaram a ser tocadas por lá.

Desfile
Silvio nunca foi tema das próprias marchinhas, mas já foi homenageado no carnaval do Rio de Janeiro em 2001. O apresentador desfilou pela escola de samba Tradição com o samba-enredo Hoje é domingo, é alegria. Vamos sorrir e cantar!. Na ocasião, o empresário desfilou com um terno prateado. Em 2015, Silvio começou uma busca por essa roupa que ele alega ter sumido e ofereceu uma recompensa de R$ 3 mil para quem encontrá-la.

Ai ai ai ui ui
Uma das últimas marchinhas cantadas por Silvio Santos ganhou o nome de Ai ai ai ui ui e foi composta por Manoel Ferreira em 2009. A intenção foi homenagear o apresentador com o novo bordão que havia criado. A música diz: “Ai, ai, ai, ui, ui. Ai, ai, ai, ui, ui. Ela é bonita. Ai, ai, ai, ui, ui (bis). Loira ou morena, tremendo mulherão. Sorria, pois
você está na televisão”.

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