Brasília-DF,
20/OUT/2017

Conheça apresentadores começaram na carreira de empresários

É longa a lista de nomes que começaram por trás das câmeras, mas, com o tempo, se tornaram alguns dos maiores animadores do país

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Publicação:21/02/2016 06:39Atualização:19/02/2016 15:42


Silvio Santos, Luciano Huck, Roberto Justus e Marcelo de Carvalho. Já reparou o que eles têm em comum? Todos começaram a carreira como empresários.


Marcelo de Carvalho, engenheiro químico, largou a área para vender roupas íntimas. O talento para comércio foi tanto que trabalhou na área de merchandising da Globo, ao lado de Almicare Dallevo. Eles criaram um sistema de telefonia que rendeu milhões e, com isso, compraram a TV Manchete, à beira da falência, e a reergueram como Rede TV!


Hoje Marcelo de Carvalho é apresentador do programa Mega Senha, que segue os moldes “pergunta e resposta” por dinheiro, tão comuns na televisão mundial. No começo do show, dividia o palco com a esposa, Luciana Gimenez, até que a modelo engravidou e saiu da apresentação.


E ninguém vai discordar que jogos de perguntas e respostas por dinheiro são a cara de Silvio Santos. Um dos maiores apresentadores do país começou a carreira como camelô, tendo crescido tanto no mundo dos negócios que criou sua própria emissora de televisão, para poder divulgar seus empreendimentos.


Já o publicitário que está entre os empresários mais respeitados do país e sócio do maior conglomerado de comunicação do mundo, o WPP, Roberto Justus, inaugurando sua carreira de apresentador no programa O aprendiz, na Record — aquele do bordão “você está demitido!”. Após nove edições da atração, Justus foi para o SBT, onde apresentou os game shows Um contra cem e Topa ou não topa. Depois de dois anos, voltou para a Record e estreou o talk show Roberto Justus +, promovendo debates sobre temas atuais com convidados de renome.

Do bar para a tevê

Luciano Huck foi parar na televisão depois de muitos empreendimentos. O dono das tardes de sábado da Rede Globo começou a carreira nos negócios ainda jovem, quando abriu um bar com os amigos nos anos 1990. O espaço ganhou tanta visibilidade que rendeu uma coluna no jornal, que, por sua vez, evoluiu a um programa de rádio e depois de televisão. Em 2000, foi para a Globo apresentar o Caldeirão do Huck.

Entrevista Marcelo de Carvalho:


Qual foi a parte mais difícil no começo da nova carreira?

Dividir o palco com a Luciana quando ela começou o Mega Senha comigo. Ela dizia que eu falava com as mãos e os braços (e é verdade), invadia o espaço dela, a cortava. Ela queria me matar (risos).

Você tem alguém que te inspira?

Eu acho que cada pessoa tem que ser necessariamente ela mesma no palco, senão fica fake, forçado. Ninguém é igual a ninguém e cada um tem a sua linha. Agora, se você me perguntar quem eu admiro, sem dúvida nenhuma, o Silvio Santos, maior apresentador do país. Nos EUA o Regis Philbin, na Itália o Carlo Conti.

A experiência como empresário te ajudou na nova carreira?


Sem dúvida pois eu sempre fui muito focado em vendas. Fiz milhares de apresentações, palestras, conferências, seminários, então a comunicação sempre esteve em mim. Se para 20 pessoas, 100, 500, 3 mil ou milhões, através da TV, tanto faz. Uma vez que você tem uma câmera aberta e um público, é a mesma coisa. Me sinto com a mais absoluta e total naturalidade. O fato de ter uma câmera aberta não altera em nada meu jeito de ser. Sou exatamente daquele jeito. Talvez aquele que está na televisão esteja mais à vontade porque o dia a dia de um empresário e executivo é mais pesado.

Hoje você se considera mais apresentador ou mais empresário?


Sou um empresário que também é apresentador.

Sobre o programa da Mega Senha, por que decidiu você mesmo apresentar?


A gente vai a feiras de formatos e lá nos são apresentadas ideias. Fomos a uma feira e voltamos com alguns formatos, entre eles o Password, que é um programa que está nos Estados Unidos há muitas décadas. Assisti, achei bacana e começou uma discussão de quem iria apresentar. 'Fulano está cobrando tanto', 'fulano que está na Band', 'fulano que está na Record'. Eu falei: “não vamos pagar nada para ninguém. Vou apresentar isso aí. Eu e a Luciana”. E eu confesso que fiz isso mais de bazófia. Os caras começaram a fazer um cenário, construir as coisas e falaram: “amanhã tem que gravar o piloto do senhor”. Eu falei que estava brincando, disse que não iria, mas acabei fazendo. Fiz o piloto e acho que foi o pior piloto da televisão. Ficou horrível. Fiz outro que achei que estava satisfatório e o terceiro que estava tão bom que foi ao ar. Por coincidência, a Luciana ficou grávida e não podia mais gravar. Fui fazer sozinho. Eu também ia parar, mas o programa continuou a crescer em audiência, além da repercussão comercial. Não há lugar por onde eu passe que as pessoas não comentem. É o que gosto de fazer. Gosto mesmo de game que dá dinheiro e as pessoas podem participar.
 

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