Brasília-DF,
20/OUT/2017

'A próxima vítima' intrigou gerações com uma série de assassinatos

Com trama essencialmente policial, a novela de Silvio de Abreu, marcou época na teledramaturgia brasileira

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Vinicius Nader Publicação:10/04/2016 06:30
Cécil Thiré intepretava Adalberto, assassino da versão brasileira da trama (Arquivo/TV Globo. Cecil Thiré, em cena da novela A próxima vítima)
Cécil Thiré intepretava Adalberto, assassino da versão brasileira da trama
 
O recurso de colocar um crime na novela —  geralmente na reta final de uma trama de audiência cambaleante —  é muito utilizado. Não foi o caso de A próxima vítima, folhetim de Silvio de Abreu exibido pela Globo em 1995. Aqui, cabia ao público descobrir quem era o serial killer que matou dez personagens durante toda a novela e desvendar o mistério do que havia por trás dos crimes. Para despistar o público, outros dois personagens foram assinados, mas sem conexão com o serial killer.

Além de descobrir a identidade do assassino, o público tinha que descobrir quem seria a próxima vítima do maníaco. A única pista evidente era o horóscopo chinês, deixado como elo entre os crimes. Os olhos do telespectador eram representados pela estudante de direito Irene (Vivianne Pasmanter), filha de Helio (Francisco Cuoco) e sobrinha de Julia (Glória Menezes), duas das vítimas. Ela fazia uma investigação paralela à do delegado Olavo (Paulo Betti).

Depois de 202 capítulos, somente nos últimos minutos do 203º episódio é que descobrimos que o responsável pelas mortes era Adalberto (Cécil Thiré). A motivação dos crimes era queima de arquivo do primeiro assassinato, o de Gigio di Angelis (Carlos Eduardo Dolabella), cometido pelo empresário ainda na década de 1960.
 
 
O clã Ferreto era um dos principais núcleos de A próxima vítima. Muita coisa girava em torno da mansão em que a família morava e da empresa que ela comandava com mão de ferro. Uma das moradoras era Francesca (Tereza Rachel, atriz que morreu há oito dias).

O suspense era a mola mestra da novela. O autor Silvio de Abreu e o diretor Jorge Fernando adotavam estratégias para despistar a imprensa. Uma delas era entregar capítulos falsos a atores e jornalistas. Outra foi escrever finais alternativos e gravar três versões somente no dia da exibição.
 
 
 
O sucesso foi tamanho que outros países que compraram a trama, como Portugal, Cuba e México, não sabiam quem era o assassino. Os outros finais gravados traziam Ulisses (Otávio Augusto) e Filomena como os criminosos. Quando exibida no Vale a pena ver de novo, A próxima vítima teve fim diferente do original, optando a edição que mostra Ulisses como o assassino.

Saiba mais 

Os Noronha 
Foi uma das primeiras novelas da Globo a ter uma família negra bem-sucedida que ascendeu socialmente por méritos próprios. O núcleo era formado pelo casal Cleber (Antônio Pitanga) e Fátima (Zezé Motta) e pelos filhos Sidney (Norton Nascimento) Jefferson (Lui Mendes) e Patrícia (Camila Pitanga). No decorrer da trama, Cleber morre empurrado no fosso do elevador.

Casal gay
Além do suspense, outro tema chamou a atenção na novela. O preconceito contra homossexuais foi tratado por meio do casal formado por Jefferson e Sandro. André Gonçalves classifica, até hoje, Sandro como um marco na carreira dele. O ator chegou a ser espancado nas ruas por causa do personagem.

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